GRI InstituteValorização e maturidade do mercado imobiliário residencial do Centro-Oeste
Em Goiânia, líderes do setor discutem o cenário de incorporação, a tendência de verticalização e o avanço dos loteamentos na região
10 de março de 2026Mercado Imobiliário
Escrito por:Isabella Toledo
Principais Insights
- O segmento residencial do Centro-Oeste, especialmente em Goiânia, se consolidou como um mercado de grande porte, com maturidade técnica e valorização expressiva dos preços nos últimos anos.
- A tendência de verticalização e o avanço dos loteamentos mostram um mercado em expansão, com produtos de maior valor agregado sendo comercializados, apesar de uma leve queda nas unidades vendidas.
- O GRI Fórum Centro-Oeste 2026 destacou temas como a reforma tributária, inteligência artificial e novas estratégias de funding, promovendo discussões aprofundadas e a aproximação entre os principais players do mercado.
O mercado imobiliário da região Centro-Oeste, com foco no eixo Goiânia e região metropolitana, deixou de ser uma promessa para se consolidar como um mercado de grande porte.
Dados recentes de um levantamento da Brain Inteligência Estratégica - apresentados durante o GRI Fórum Centro-Oeste, realizado em março de 2026 - revelam um cenário de maturidade técnica e estabilidade, acompanhadas por uma valorização dos preços e uma mudança no perfil do consumidor.
Você pode se interessar: 2ª edição - GRI Fórum Centro-Oeste 2026.
Entretanto, especialistas consideram essa oscilação como um desvio padrão dentro de um cenário estável, e não como um indicativo de crise.
O que realmente se destaca, entretanto, é o fenômeno da valorização. Em um período de pouco mais de quatro anos, o preço médio do metro quadrado na região praticamente dobrou, registrando um aumento de 100%.
Em 2025, a alta foi de 13,4%, superando de forma significativa os índices inflacionários, refletindo tanto a pressão dos custos quanto a maior valorização dos produtos ofertados.
Além disso, o mercado goianiense apresenta uma taxa de disponibilidade de 26%. De acordo com especialistas, mercados com taxa de estoque entre 20% e 25% são considerados saudáveis; acima de 30%, como ocorre em Fortaleza (30,7%), acende-se um alerta para o risco de excesso de oferta.
Em Goiânia, surge uma nova categoria: os supercompactos (unidades de 27 a 30 metros quadrados), que têm se destacado nas vendas ao oferecer soluções inovadoras, como garagens rotativas.
Apesar dessa tendência, a região ainda se destaca nacionalmente por suas plantas amplas. A área média privativa da capital é de 85 m², a maior entre as dez capitais analisadas, empatada com Belo Horizonte.
Embora o número de unidades vendidas tenha caído em relação a 2024, o VGV trimestral subiu para R$ 686 milhões, indicando que o mercado está comercializando produtos de maior valor agregado e valorização.
O estoque de lotes atingiu seu menor nível histórico, impulsionando os preços. O preço do metro quadrado em loteamentos abertos subiu 16%, enquanto a valorização foi de 19% nos condomínios fechados.
A manutenção das altas taxas de juros e a pressão inflacionária, especialmente nos custos de construção e transporte, continuam sendo questões que impactam tanto a cadeia produtiva quanto o crédito imobiliário.
Além disso, o mercado goianiense enfrenta o desafio dos distratos, que seguem em níveis elevados, exigindo atenção especial das incorporadoras quanto às razões que levam os clientes a desistir dos negócios.
Durante o encontro, também foram abordados outros temas relevantes, como o impacto da reforma tributária, apresentado por Murillo Allevato (Bichara, Barata & Costa Advogados), as transformações impulsionadas pela inteligência artificial, comentadas por Thomas Buettner (Paggo Tecnologia) e as novas estratégias de funding, analisadas por Mayra Padua (Banco ABC Brasil S.A.).
A iniciativa visa aproximar os principais players da região, fortalecendo a colaboração entre os participantes e estimulando a educação contínua dos líderes do setor, alinhados com as demandas e desafios do mercado atual.
O Fórum retornará para sua segunda edição, que acontece no dia 21 de agosto de 2026 em Goiânia. Clique aqui para saber mais.
Dados recentes de um levantamento da Brain Inteligência Estratégica - apresentados durante o GRI Fórum Centro-Oeste, realizado em março de 2026 - revelam um cenário de maturidade técnica e estabilidade, acompanhadas por uma valorização dos preços e uma mudança no perfil do consumidor.
Você pode se interessar: 2ª edição - GRI Fórum Centro-Oeste 2026.
O panorama da incorporação
Ao analisar o mercado vertical de Goiânia e Aparecida de Goiânia, os dados de 2025 indicam uma leve retração em relação ao ano anterior, com uma queda de 3,4% no número de unidades lançadas e de 5,5% no Valor Geral de Vendas (VGV) lançado.Entretanto, especialistas consideram essa oscilação como um desvio padrão dentro de um cenário estável, e não como um indicativo de crise.
O que realmente se destaca, entretanto, é o fenômeno da valorização. Em um período de pouco mais de quatro anos, o preço médio do metro quadrado na região praticamente dobrou, registrando um aumento de 100%.
Em 2025, a alta foi de 13,4%, superando de forma significativa os índices inflacionários, refletindo tanto a pressão dos custos quanto a maior valorização dos produtos ofertados.
Além disso, o mercado goianiense apresenta uma taxa de disponibilidade de 26%. De acordo com especialistas, mercados com taxa de estoque entre 20% e 25% são considerados saudáveis; acima de 30%, como ocorre em Fortaleza (30,7%), acende-se um alerta para o risco de excesso de oferta.
A ascensão dos supercompactos
Uma mudança comportamental tem transformado o perfil das plantas residenciais. O consumidor, que antes buscava padrões mais tradicionais, agora migra para opções compactas.Em Goiânia, surge uma nova categoria: os supercompactos (unidades de 27 a 30 metros quadrados), que têm se destacado nas vendas ao oferecer soluções inovadoras, como garagens rotativas.
Apesar dessa tendência, a região ainda se destaca nacionalmente por suas plantas amplas. A área média privativa da capital é de 85 m², a maior entre as dez capitais analisadas, empatada com Belo Horizonte.
Loteamentos seguem em alta
O mercado de loteamentos em Goiânia e na região metropolitana também apresenta números robustos. Em 2025, foram lançados 8.288 lotes, com uma média de 2.072 unidades por trimestre.Embora o número de unidades vendidas tenha caído em relação a 2024, o VGV trimestral subiu para R$ 686 milhões, indicando que o mercado está comercializando produtos de maior valor agregado e valorização.
O estoque de lotes atingiu seu menor nível histórico, impulsionando os preços. O preço do metro quadrado em loteamentos abertos subiu 16%, enquanto a valorização foi de 19% nos condomínios fechados.
Desafios e perspectivas futuras
Embora as projeções para 2026 sejam moderadamente otimistas, o setor permanece atento aos fatores macroeconômicos.A manutenção das altas taxas de juros e a pressão inflacionária, especialmente nos custos de construção e transporte, continuam sendo questões que impactam tanto a cadeia produtiva quanto o crédito imobiliário.
Além disso, o mercado goianiense enfrenta o desafio dos distratos, que seguem em níveis elevados, exigindo atenção especial das incorporadoras quanto às razões que levam os clientes a desistir dos negócios.
GRI Fórum Centro-Oeste 2026
O GRI Fórum Centro-Oeste 2026 se destaca por sua relevância estratégica para o mercado imobiliário da região, criando um espaço para discussões aprofundadas sobre as principais perspectivas de investimento, novas oportunidades de negócios e soluções inovadoras.Durante o encontro, também foram abordados outros temas relevantes, como o impacto da reforma tributária, apresentado por Murillo Allevato (Bichara, Barata & Costa Advogados), as transformações impulsionadas pela inteligência artificial, comentadas por Thomas Buettner (Paggo Tecnologia) e as novas estratégias de funding, analisadas por Mayra Padua (Banco ABC Brasil S.A.).
A iniciativa visa aproximar os principais players da região, fortalecendo a colaboração entre os participantes e estimulando a educação contínua dos líderes do setor, alinhados com as demandas e desafios do mercado atual.
O Fórum retornará para sua segunda edição, que acontece no dia 21 de agosto de 2026 em Goiânia. Clique aqui para saber mais.