Adobe StockTaxas de condomínios em Goiânia alcançam novo recorde
Avanço no padrão de qualidade, verticalização e tendência de condomínios horizontais são os principais fatores que explicam o aumento nos custos habitacionais
20 de fevereiro de 2026Mercado Imobiliário
Escrito por:Isabella Toledo
Principais Insights
- O valor médio da taxa de condomínio em Goiânia aumentou 10% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, alcançando R$ 617 em média, com bairros centrais ultrapassando R$ 900 mensais.
- A capital mantém um mercado diversificado, com forte presença de condomínios horizontais de alto padrão, uma base econômica robusta e crescimento contínuo das atividades imobiliárias.
- O programa Minha Casa, Minha Vida e outras iniciativas locais têm impulsionado a habitação social, enquanto a pesquisa indica que Goiânia lidera o desejo de primeira casa própria entre as capitais brasileiras.
O mercado imobiliário residencial de Goiânia tem se consolidado como um dos mais dinâmicos do Centro-Oeste, sustentado por uma forte demanda e impulsionado por políticas públicas habitacionais, o crescimento econômico regional e a diversificação dos perfís de produto.
Nesse cenário de expansão, um levantamento realizado pela empresa de tecnologia Loft revela que o valor médio da taxa de condomínio na capital subiu 10% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, atingindo um recorde com a média mensal de R$ 617.
Esse aumento reflete, em grande parte, a elevação nos custos de manutenção predial, as despesas com colaboradores e serviços terceirizados e o avanço no padrão de qualidade oferecido pelos novos empreendimentos, que priorizam infraestrutura e amenities diferenciados.
Em bairros centrais, tradicionalmente valorizados, a taxa média já ultrapassa os R$ 900 mensais.
O impacto é mais evidente em áreas com alto adensamento populacional, onde o processo de verticalização tem alterado a composição urbana, ampliando a variação das taxas de condomínio, especialmente em regiões que, até recentemente, eram predominantemente horizontais.
Esse fenômeno tem provocado uma diferenciação nas taxas de acordo com a localização, refletindo as mudanças na estrutura urbana e no perfil dos novos empreendimentos.
Dados do Censo Demográfico do IBGE mostram que, entre 2010 e 2022, o número de moradores em condomínios desse tipo cresceu mais de 124% em Goiânia, colocando a cidade entre as capitais brasileiras com maior presença desse formato de habitação por habitante.
Esse crescimento não é apenas uma tendência de mercado, mas reflete uma realidade sustentada por uma base econômica robusta, que favorece o aumento da demanda por imóveis de luxo.
Em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás alcançou R$ 336,7 bilhões, com um crescimento real de 4,8%, superando a média nacional.
O avanço contínuo das atividades imobiliárias, representando 9,8% do Valor Adicionado Bruto (VAB) estadual, reflete como a riqueza gerada nos setores primários e industriais tem sido direcionada para investimentos patrimoniais.
Esse movimento expressa também uma transformação no perfil de demanda e de oferta. Em especial no período pós‑pandemia, famílias passaram a priorizar aspectos como contato com a natureza, espaços amplos para lazer e serviços personalizados.
O volume de lançamentos e vendas de unidades horizontais tem aumentado, com estoques em níveis historicamente baixos, o que sugere forte absorção da demanda e liquidez elevada no setor.
Outro aspecto relevante é a convergência entre o mercado imobiliário e as tendências urbanísticas e ambientais. A cidade tem visto investimentos em soluções que visam ampliar áreas verdes, mitigar microclimas urbanos e melhorar a experiência cotidiana dos moradores, refletindo uma preocupação crescente com sustentabilidade e conforto bioclimático.
Desde a retomada do programa em 2023, o estado de Goiás já contabiliza 138.309 unidades contratadas, beneficiando aproximadamente 550 mil pessoas.
Em Goiânia, os benefícios federais são complementados por iniciativas locais e estaduais que ampliam o alcance do programa.
O município implementou legislação específica voltada à habitação de interesse social, oferecendo incentivos urbanísticos e fiscais que reduzem custos de produção e ampliam a viabilidade dos projetos.
No âmbito estadual, a Agência Goiana de Habitação (Agehab) opera o programa Aluguel Nunca Mais, concedendo subsídio na forma de crédito outorgado de ICMS, com o valor sendo integrado ao financiamento da Caixa Econômica Federal dentro do MCMV.
Divulgada em dezembro de 2025, uma pesquisa da Loft aponta que 50% das pessoas interessadas em adquirir imóvel buscam a primeira casa própria, com intenção de compra já em 2026.
Entre as capitais analisadas, Goiânia lidera o indicador: 60% dos interessados desejam sair do aluguel - reforçando a existência de demanda consistente, sustentada por crescimento regional, fortalecimento do agronegócio e consolidação da cidade como polo estratégico do Centro-Oeste.
Nesse cenário de expansão, um levantamento realizado pela empresa de tecnologia Loft revela que o valor médio da taxa de condomínio na capital subiu 10% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, atingindo um recorde com a média mensal de R$ 617.
Esse aumento reflete, em grande parte, a elevação nos custos de manutenção predial, as despesas com colaboradores e serviços terceirizados e o avanço no padrão de qualidade oferecido pelos novos empreendimentos, que priorizam infraestrutura e amenities diferenciados.
Em bairros centrais, tradicionalmente valorizados, a taxa média já ultrapassa os R$ 900 mensais.
O impacto é mais evidente em áreas com alto adensamento populacional, onde o processo de verticalização tem alterado a composição urbana, ampliando a variação das taxas de condomínio, especialmente em regiões que, até recentemente, eram predominantemente horizontais.
Esse fenômeno tem provocado uma diferenciação nas taxas de acordo com a localização, refletindo as mudanças na estrutura urbana e no perfil dos novos empreendimentos.
Oportunidades em segmentos diversificados
Apesar da intensificação da verticalização, Goiânia mantém um mercado residencial diversificado, que abrange desde loteamentos de alto padrão até a habitação de interesse social - evidenciando vetores distintos de crescimento e demanda.Condomínios horizontais de alto padrão
A busca por qualidade de vida, segurança, menor densidade construtiva, proximidade com áreas verdes e áreas privativas mais amplas tem direcionado parte significativa dos compradores para o modelo de moradia em condomínios horizontais de alto padrão.Dados do Censo Demográfico do IBGE mostram que, entre 2010 e 2022, o número de moradores em condomínios desse tipo cresceu mais de 124% em Goiânia, colocando a cidade entre as capitais brasileiras com maior presença desse formato de habitação por habitante.
Esse crescimento não é apenas uma tendência de mercado, mas reflete uma realidade sustentada por uma base econômica robusta, que favorece o aumento da demanda por imóveis de luxo.
Em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás alcançou R$ 336,7 bilhões, com um crescimento real de 4,8%, superando a média nacional.
O avanço contínuo das atividades imobiliárias, representando 9,8% do Valor Adicionado Bruto (VAB) estadual, reflete como a riqueza gerada nos setores primários e industriais tem sido direcionada para investimentos patrimoniais.
Esse movimento expressa também uma transformação no perfil de demanda e de oferta. Em especial no período pós‑pandemia, famílias passaram a priorizar aspectos como contato com a natureza, espaços amplos para lazer e serviços personalizados.
O volume de lançamentos e vendas de unidades horizontais tem aumentado, com estoques em níveis historicamente baixos, o que sugere forte absorção da demanda e liquidez elevada no setor.
Outro aspecto relevante é a convergência entre o mercado imobiliário e as tendências urbanísticas e ambientais. A cidade tem visto investimentos em soluções que visam ampliar áreas verdes, mitigar microclimas urbanos e melhorar a experiência cotidiana dos moradores, refletindo uma preocupação crescente com sustentabilidade e conforto bioclimático.
Habitação social e MCMV
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) permanece como principal instrumento de estímulo à produção e aquisição de moradia popular.Desde a retomada do programa em 2023, o estado de Goiás já contabiliza 138.309 unidades contratadas, beneficiando aproximadamente 550 mil pessoas.
Em Goiânia, os benefícios federais são complementados por iniciativas locais e estaduais que ampliam o alcance do programa.
O município implementou legislação específica voltada à habitação de interesse social, oferecendo incentivos urbanísticos e fiscais que reduzem custos de produção e ampliam a viabilidade dos projetos.
No âmbito estadual, a Agência Goiana de Habitação (Agehab) opera o programa Aluguel Nunca Mais, concedendo subsídio na forma de crédito outorgado de ICMS, com o valor sendo integrado ao financiamento da Caixa Econômica Federal dentro do MCMV.
Protagonismo no sonho da casa própria
Os fundamentos econômicos ajudam a explicar por que Goiânia desponta como uma das capitais com maior potencial de crescimento imobiliário nos próximos anos.Divulgada em dezembro de 2025, uma pesquisa da Loft aponta que 50% das pessoas interessadas em adquirir imóvel buscam a primeira casa própria, com intenção de compra já em 2026.
Entre as capitais analisadas, Goiânia lidera o indicador: 60% dos interessados desejam sair do aluguel - reforçando a existência de demanda consistente, sustentada por crescimento regional, fortalecimento do agronegócio e consolidação da cidade como polo estratégico do Centro-Oeste.