UnsplashRadar de Mercado: O que está impulsionando o setor imobiliário brasileiro em 2026?
Expectativa de redução de juros e inflação, programas de habitação social e valorização de aluguéis são alguns dos fatores citados por especialistas
23 de janeiro de 2026Mercado Imobiliário
Escrito por:Isabella Toledo
Um novo relatório do Citi projeta que a tendência de aceleração nos preços e no volume de negócios deve continuar, embora de forma mais moderada, impulsionada por ventos macroeconômicos favoráveis, como a expectativa de queda na taxa de juros e a estabilização dos custos de construção.
Um dos pilares desse cenário é o fortalecimento dos programas habitacionais, com o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) desempenhando um papel central na manutenção da demanda e da atividade do setor.
O programa segue funcionando com um orçamento robusto e impacto direto tanto na construção civil quanto no acesso ao crédito imobiliário - refletido no recorde de lançamentos residenciais.
Até outubro de 2025, o setor imobiliário registrou 161.709 novos imóveis, um aumento de 34,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com 85,9% desse total sendo impulsionado pelo MCMV.
Simultaneamente, o mercado de locação comercial tem demonstrado grande resiliência, com um aumento de 8,9% nos preços de salas e conjuntos, atingindo a maior alta em 12 anos.
Embora os preços de venda no segmento tenham registrado um crescimento modesto de 2,55% em 2025, esse avanço ainda é o melhor desde 2013 - o que deve alavancar a recuperação do setor e a busca contínua por imóveis corporativos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que "a UE estará pronta para adotar a medida assim que pelo menos um país do Mercosul ratificar o acordo". A declaração foi feita em uma cúpula em Bruxelas, onde diversos líderes europeus discutiram a questão.
No plano econômico, a expectativa é que a redução de tarifas para produtos industriais, agrícolas e de serviços impulsione a integração entre os blocos e favoreça um ambiente de comércio mais aberto.
Para o mercado imobiliário brasileiro, esse cenário pode significar uma ampliação de investimentos estrangeiros diretos no setor produtivo e de infraestrutura no Mercosul, gerando maior demanda por projetos logísticos, industriais e urbanos.
Atualmente, há 25 empreendimentos entregues ou em lançamento no segmento de residências de luxo associadas a marcas internacionais e de hospitalidade, como Pininfarina, Armani, Fasano e Rosewood.
No Rio de Janeiro, por outro lado, a principal tendência continua sendo o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que acaba de ganhar uma atualização legislativa para destravar e expandir projetos habitacionais em áreas pouco exploradas, como a Zona Norte e o Centro da cidade.
A lei atualiza normas que estavam vigentes desde 2009 e que vinham travando empreendimentos por conta de limites rígidos de unidades por condomínio, exigência fixa de vagas de garagem e regras urbanísticas desatualizadas, substituindo-as por critérios alinhados ao Plano Diretor de 2024 e ao Código de Obras municipal.
A inclusão da Faixa 4, voltada a famílias com renda mensal de até R$ 12 mil, também está prevista na nova legislação, ampliando o alcance das políticas de habitação e atraindo maior interesse das incorporadoras pela cidade além da tradicional Zona Oeste.
Um exemplo é a troca de cotas de fundos imobiliários (FIIs) por imóveis, uma estratégia que tem ganhado destaque entre investidores como alternativa à captação tradicional, especialmente em um contexto de juros elevados.
Embora essa estratégia ofereça maior flexibilidade, ela também levanta questões sobre avaliação de ativos e o possível impacto na liquidez dos fundos - especialmente com o crescimento do mercado de FIIs, que atingiu 2,96 milhões de investidores em 2025.
Em entrevista ao Metro Quadrado, o empresário e investidor, Sidney Angulo, alertou para a possível pressão vendedora nos fundos listados caso um grande volume de cotas seja oferecido como pagamento, destacando que essa situação poderia afetar negativamente o valor dos FIIs.
Outro tema relevante é a tokenização imobiliária, que, apesar de promissora, enfrentou um obstáculo regulatório com a suspensão da Resolução 1.551/2025, proposta pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI), devido a questões sobre a competência normativa do conselho.
A decisão judicial destaca a necessidade de que inovações tecnológicas, como a emissão e negociação de tokens digitais representando direitos sobre imóveis, sejam implementadas dentro de um marco legal consolidado e coordenado por instituições competentes, como a União, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o ONR (Operador Nacional do Registro).
Neste cenário, o mercado imobiliário, em conjunto com as autoridades reguladoras, enfrenta o desafio de equilibrar inovação e segurança jurídica, assegurando que as novas estruturas de investimento contribuam para a liquidez, eficiência e expansão do mercado sem comprometer a confiança dos investidores e a estabilidade do setor.
Um dos pilares desse cenário é o fortalecimento dos programas habitacionais, com o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) desempenhando um papel central na manutenção da demanda e da atividade do setor.
O programa segue funcionando com um orçamento robusto e impacto direto tanto na construção civil quanto no acesso ao crédito imobiliário - refletido no recorde de lançamentos residenciais.
Até outubro de 2025, o setor imobiliário registrou 161.709 novos imóveis, um aumento de 34,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com 85,9% desse total sendo impulsionado pelo MCMV.
Simultaneamente, o mercado de locação comercial tem demonstrado grande resiliência, com um aumento de 8,9% nos preços de salas e conjuntos, atingindo a maior alta em 12 anos.
Embora os preços de venda no segmento tenham registrado um crescimento modesto de 2,55% em 2025, esse avanço ainda é o melhor desde 2013 - o que deve alavancar a recuperação do setor e a busca contínua por imóveis corporativos.
UE deve implementar acordo provisório com Mercosul
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia - negociado por mais de duas décadas e assinado em janeiro de 2026 - vem ganhando apoio político para sua implementação provisória, mesmo diante de desafios jurídicos e de resistência interna na UE.A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que "a UE estará pronta para adotar a medida assim que pelo menos um país do Mercosul ratificar o acordo". A declaração foi feita em uma cúpula em Bruxelas, onde diversos líderes europeus discutiram a questão.
No plano econômico, a expectativa é que a redução de tarifas para produtos industriais, agrícolas e de serviços impulsione a integração entre os blocos e favoreça um ambiente de comércio mais aberto.
Para o mercado imobiliário brasileiro, esse cenário pode significar uma ampliação de investimentos estrangeiros diretos no setor produtivo e de infraestrutura no Mercosul, gerando maior demanda por projetos logísticos, industriais e urbanos.
Branded residences avançam em SP, enquanto MCMV ainda predomina no Rio
São Paulo se consolidou como o quinto maior mercado global de branded residences, de acordo com levantamento da CBRE. A cidade ocupa posição de destaque, ficando atrás apenas de Dubai, sul da Flórida, Nova York e Phuket, em número de projetos assinados por marcas renomadas.Atualmente, há 25 empreendimentos entregues ou em lançamento no segmento de residências de luxo associadas a marcas internacionais e de hospitalidade, como Pininfarina, Armani, Fasano e Rosewood.
No Rio de Janeiro, por outro lado, a principal tendência continua sendo o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que acaba de ganhar uma atualização legislativa para destravar e expandir projetos habitacionais em áreas pouco exploradas, como a Zona Norte e o Centro da cidade.
A lei atualiza normas que estavam vigentes desde 2009 e que vinham travando empreendimentos por conta de limites rígidos de unidades por condomínio, exigência fixa de vagas de garagem e regras urbanísticas desatualizadas, substituindo-as por critérios alinhados ao Plano Diretor de 2024 e ao Código de Obras municipal.
A inclusão da Faixa 4, voltada a famílias com renda mensal de até R$ 12 mil, também está prevista na nova legislação, ampliando o alcance das políticas de habitação e atraindo maior interesse das incorporadoras pela cidade além da tradicional Zona Oeste.
Desafios regulatórios colocam tendências em risco
O ambiente de investimentos no mercado imobiliário brasileiro tem sido marcado por inovações estruturais e intensos debates regulatórios, que podem afetar algumas das tendências mais promissoras do setor.Um exemplo é a troca de cotas de fundos imobiliários (FIIs) por imóveis, uma estratégia que tem ganhado destaque entre investidores como alternativa à captação tradicional, especialmente em um contexto de juros elevados.
Embora essa estratégia ofereça maior flexibilidade, ela também levanta questões sobre avaliação de ativos e o possível impacto na liquidez dos fundos - especialmente com o crescimento do mercado de FIIs, que atingiu 2,96 milhões de investidores em 2025.
Em entrevista ao Metro Quadrado, o empresário e investidor, Sidney Angulo, alertou para a possível pressão vendedora nos fundos listados caso um grande volume de cotas seja oferecido como pagamento, destacando que essa situação poderia afetar negativamente o valor dos FIIs.
Outro tema relevante é a tokenização imobiliária, que, apesar de promissora, enfrentou um obstáculo regulatório com a suspensão da Resolução 1.551/2025, proposta pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI), devido a questões sobre a competência normativa do conselho.
A decisão judicial destaca a necessidade de que inovações tecnológicas, como a emissão e negociação de tokens digitais representando direitos sobre imóveis, sejam implementadas dentro de um marco legal consolidado e coordenado por instituições competentes, como a União, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o ONR (Operador Nacional do Registro).
Neste cenário, o mercado imobiliário, em conjunto com as autoridades reguladoras, enfrenta o desafio de equilibrar inovação e segurança jurídica, assegurando que as novas estruturas de investimento contribuam para a liquidez, eficiência e expansão do mercado sem comprometer a confiança dos investidores e a estabilidade do setor.