FreepikRadar de Mercado: Governo federal e prefeituras planejam novo modelo de parcerias público-privadas para locação social
Projetos já estão ativos em fases avançadas ao redor do país, enquanto piloto é realizado no Recife
13 de fevereiro de 2026Mercado Imobiliário
Escrito por:Isabella Toledo
Principais Insights
- O governo federal e prefeituras estão lançando um novo modelo de Parceria Público-Privada (PPP) focado em habitação social para locação, com projetos em andamento no Recife e em Campo Grande, que podem gerar investimentos de R$ 560 milhões.
- O tamanho médio dos apartamentos para locação no Brasil caiu para 58 m² em 2025, refletindo mudanças demográficas e a demanda por imóveis compactos em áreas bem localizadas, com preferência por imóveis bem divididos e áreas comuns convenientes.
- Santa Catarina e Paraná estão se destacando no mercado de galpões logísticos, com SC acelerando a entrega de galpões de alto padrão e o PR registrando a menor taxa de vacância do país.
- Três estados do Nordeste (Pernambuco, Bahia e Ceará) estão entre os cinco maiores geradores de empregos formais na construção civil, impulsionados pelos investimentos no programa Minha Casa Minha Vida.
O governo federal e as prefeituras estão trabalhando para lançar um novo modelo de Parceria Público-Privada (PPP) focado em habitação social, com ênfase na locação.
Atualmente, sete projetos do tipo estão ativos no Brasil, com três em fase avançada, que podem gerar R$ 560 milhões em investimentos.
O projeto piloto será realizado no Recife, com investimento de R$ 267 milhões para construção e retrofit de imóveis no centro da cidade. Do total de unidades, 56% serão destinadas à locação social, com aluguel calculado para que não ultrapasse 30% da renda familiar.
A iniciativa também visa revitalizar a região central da cidade, oferecendo imóveis em áreas bem localizadas. A proposta é atrair famílias que não têm acesso ao programa Minha Casa Minha Vida, proporcionando uma alternativa viável ao aluguel.
O projeto de Campo Grande (MS), com 817 unidades para locação e 400 para venda, deve avançar ainda no primeiro semestre de 2026 e envolve um investimento de R$ 122,5 milhões, mais R$ 223 milhões em operação.
Para mitigar riscos de inadimplência, o modelo prevê que a prefeitura arcará com os valores, caso necessário, um mecanismo que também será implementado no Recife.
Outras cidades como São Paulo, Santo André, São José dos Campos, Natal e Maceió estão estudando projetos similares, com interesse da Caixa Econômica Federal em expandir as iniciativas para Belo Horizonte e Salvador.
Essa redução reflete mudanças demográficas e econômicas, como a diminuição do tamanho das famílias, que passaram de uma média de 3,7 pessoas por lar em 2010 para 2,8 em 2022, e o aumento de lares ocupados por apenas uma pessoa.
Com o preço mais alto do metro quadrado em áreas bem localizadas, as incorporadoras passaram a investir em projetos mais compactos para atender a demanda por imóveis em regiões centrais.
A pesquisa também revela que os locatários, predominantemente mulheres entre 42 e 61 anos da classe B, priorizam imóveis bem divididos, com boa ventilação e com varandas.
Itens de conveniência nas áreas comuns, como minimercados e espaços pet, são mais valorizados, enquanto estruturas de lazer, como salão de festas e piscina, perderam relevância.
“Percebemos que o locatário está em busca de conforto e eficiência de layout. Existe uma demanda latente por imóveis que, embora menores, ofereçam boa qualidade de vida,” disse Tatiane Martins, a gerente de inteligência imobiliária do Grupo OLX, disse ao Metro Quadrado.
Santa Catarina, em particular, tem acelerado a entrega de galpões de alto padrão, especialmente para atender à demanda de ecommerce por operações logísticas descentralizadas.
No quarto trimestre de 2025, o estado entregou 75,1 mil m², superando Minas Gerais e ficando atrás apenas de São Paulo, que liderou com 587,7 mil m².
A expectativa para 2026 é que Santa Catarina continue na segunda posição, com 10,1% do novo estoque previsto, e mantenha uma vacância baixa de 6,8%, abaixo da média nacional de 7,7%.
O Paraná, por sua vez, se destaca pela menor taxa de vacância do país, de 2,2%, o que impulsionou o aumento dos preços.
O aluguel médio no quarto trimestre de 2025 subiu 12,2% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 30,30/m², e o estado se juntou a São Paulo e Mato Grosso como um dos poucos estados com preços acima de R$ 30/m².
A média nacional também registrou um aumento de 7,8%, atingindo R$ 30,70, a primeira vez que o valor ultrapassou os R$ 30. Em um período mais longo, entre 2018 e 2025, os preços de locação subiram 69%, acompanhando o IGP-M, enquanto os preços em São Paulo tiveram um avanço de 91%.
“Isso indica uma pujança maior do mercado nordestino, muito em função dos investimentos no programa Minha Casa Minha Vida,” disse Fernando Guedes, o presidente-executivo da CBIC.
Pernambuco ficou em segundo lugar, com 15.113 vagas, seguido pela Bahia (10.055 vagas) e o Ceará (9.486 vagas). São Paulo liderou com 23.591 postos abertos, e o Rio de Janeiro completou o top 5 com 8.786.
Para 2026, a CBIC projeta um crescimento de 2% no PIB do setor, superando a previsão de 1,3% para 2025.
No entanto, o aumento do custo de mão de obra, com o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subindo 6,78% em 12 meses, continua sendo um ponto de atenção, especialmente em um cenário de taxa de desemprego baixa e um ano atípico devido às eleições e à Copa do Mundo.
Atualmente, sete projetos do tipo estão ativos no Brasil, com três em fase avançada, que podem gerar R$ 560 milhões em investimentos.
O projeto piloto será realizado no Recife, com investimento de R$ 267 milhões para construção e retrofit de imóveis no centro da cidade. Do total de unidades, 56% serão destinadas à locação social, com aluguel calculado para que não ultrapasse 30% da renda familiar.
A iniciativa também visa revitalizar a região central da cidade, oferecendo imóveis em áreas bem localizadas. A proposta é atrair famílias que não têm acesso ao programa Minha Casa Minha Vida, proporcionando uma alternativa viável ao aluguel.
O projeto de Campo Grande (MS), com 817 unidades para locação e 400 para venda, deve avançar ainda no primeiro semestre de 2026 e envolve um investimento de R$ 122,5 milhões, mais R$ 223 milhões em operação.
Para mitigar riscos de inadimplência, o modelo prevê que a prefeitura arcará com os valores, caso necessário, um mecanismo que também será implementado no Recife.
Outras cidades como São Paulo, Santo André, São José dos Campos, Natal e Maceió estão estudando projetos similares, com interesse da Caixa Econômica Federal em expandir as iniciativas para Belo Horizonte e Salvador.
O novo apartamento médio brasileiro é ainda menor
O tamanho médio dos apartamentos para locação no Brasil caiu pelo segundo ano consecutivo, passando de 67 m² em 2024 para 58 m² em 2025, segundo pesquisa do DataZap.Essa redução reflete mudanças demográficas e econômicas, como a diminuição do tamanho das famílias, que passaram de uma média de 3,7 pessoas por lar em 2010 para 2,8 em 2022, e o aumento de lares ocupados por apenas uma pessoa.
Com o preço mais alto do metro quadrado em áreas bem localizadas, as incorporadoras passaram a investir em projetos mais compactos para atender a demanda por imóveis em regiões centrais.
A pesquisa também revela que os locatários, predominantemente mulheres entre 42 e 61 anos da classe B, priorizam imóveis bem divididos, com boa ventilação e com varandas.
Itens de conveniência nas áreas comuns, como minimercados e espaços pet, são mais valorizados, enquanto estruturas de lazer, como salão de festas e piscina, perderam relevância.
“Percebemos que o locatário está em busca de conforto e eficiência de layout. Existe uma demanda latente por imóveis que, embora menores, ofereçam boa qualidade de vida,” disse Tatiane Martins, a gerente de inteligência imobiliária do Grupo OLX, disse ao Metro Quadrado.
Região Sul avança no setor de galpões logísticos
O mercado de galpões logísticos no estado de São Paulo continua com vacância baixa e preços em alta, mas Santa Catarina e Paraná vêm se destacando com resultados excepcionais.Santa Catarina, em particular, tem acelerado a entrega de galpões de alto padrão, especialmente para atender à demanda de ecommerce por operações logísticas descentralizadas.
No quarto trimestre de 2025, o estado entregou 75,1 mil m², superando Minas Gerais e ficando atrás apenas de São Paulo, que liderou com 587,7 mil m².
A expectativa para 2026 é que Santa Catarina continue na segunda posição, com 10,1% do novo estoque previsto, e mantenha uma vacância baixa de 6,8%, abaixo da média nacional de 7,7%.
O Paraná, por sua vez, se destaca pela menor taxa de vacância do país, de 2,2%, o que impulsionou o aumento dos preços.
O aluguel médio no quarto trimestre de 2025 subiu 12,2% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 30,30/m², e o estado se juntou a São Paulo e Mato Grosso como um dos poucos estados com preços acima de R$ 30/m².
A média nacional também registrou um aumento de 7,8%, atingindo R$ 30,70, a primeira vez que o valor ultrapassou os R$ 30. Em um período mais longo, entre 2018 e 2025, os preços de locação subiram 69%, acompanhando o IGP-M, enquanto os preços em São Paulo tiveram um avanço de 91%.
Nordeste volta ao top 5 da geração de empregos na construção civil
Em 2025, pela primeira vez em seis anos, três estados do Nordeste figuraram entre os cinco maiores geradores de empregos formais na construção civil, de acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).“Isso indica uma pujança maior do mercado nordestino, muito em função dos investimentos no programa Minha Casa Minha Vida,” disse Fernando Guedes, o presidente-executivo da CBIC.
Pernambuco ficou em segundo lugar, com 15.113 vagas, seguido pela Bahia (10.055 vagas) e o Ceará (9.486 vagas). São Paulo liderou com 23.591 postos abertos, e o Rio de Janeiro completou o top 5 com 8.786.
Para 2026, a CBIC projeta um crescimento de 2% no PIB do setor, superando a previsão de 1,3% para 2025.
No entanto, o aumento do custo de mão de obra, com o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subindo 6,78% em 12 meses, continua sendo um ponto de atenção, especialmente em um cenário de taxa de desemprego baixa e um ano atípico devido às eleições e à Copa do Mundo.