FreepikRadar de Mercado: Especialistas ajustam expectativas de redução na Selic
Conflitos geopolíticos, aumento do IPCA e dos preços do petróleo afetam projeção do Goldman Sachs, que agora prevê corte menor
13 de março de 2026Mercado Imobiliário
Escrito por:Isabella Toledo
Principais Insights
- A aceleração do IPCA e a disparada do petróleo diminuíram as chances de um corte de 0,50 ponto na Selic, com maior probabilidade de manutenção da taxa em 15% ou corte de 0,25 ponto, de acordo com o Goldman Sachs.
- Marcas como Mandarin Oriental, Bulgari e Waldorf Astoria estão avaliando novos projetos no Brasil, impulsionadas pela recuperação do turismo e aumento da demanda, especialmente no segmento de luxo e hospitalidade.
- O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a liminar que suspende a emissão de novos alvarás na cidade, afetando projetos de grandes incorporadoras, com a Câmara Municipal buscando reverter a decisão no STF.
- O governo federal propôs ampliar os limites de renda e preço dos imóveis no Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com aumento de R$ 500 milhões nos subsídios, o que eleva o orçamento do FGTS para R$ 13 bilhões.
A aceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em fevereiro e a disparada dos preços do petróleo afetaram as expectativas do mercado em relação ao primeiro corte de juros do Banco Central previsto para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta-feira, 18 de março.
O mercado financeiro já vê uma maior chance de manutenção da Selic em 15% do que a realização de um corte de 0,50 ponto percentual, que era o consenso antes do aumento nos preços do petróleo e dos conflitos no Oriente Médio.
Neste contexto, o Goldman Sachs revisou suas expectativas para a Selic, passando a prever um corte menor, de 0,25 ponto percentual - devido ao choque nos preços das commodities energéticas, que devem impactar os índices de inflação e exigir maior cautela nas decisões do Banco Central.
Além disso, apesar do ambiente pressionado pela inflação, o Goldman Sachs também aumentou sua projeção de crescimento econômico para a economia brasileira em 2026, de 1,8% para 2,0%, refletindo os benefícios das exportações de petróleo, já que o Brasil é um exportador líquido da commodity.
O Mandarin Oriental Hotel Group, a divisão de hotéis da Bulgari e o Waldorf Astoria Hotels & Resorts, do grupo Hilton, estão atualmente avaliando projetos locais e a viabilidade de novos empreendimentos, conforme apuração do Metro Quadrado.
Com a retomada do turismo de lazer e negócios, especialmente o doméstico, os hotéis no Brasil têm apresentado indicadores operacionais cada vez mais positivos, o que tem atraído cada vez mais o interesse de grandes marcas internacionais - que representam uma pequena fatia de 6% do mercado de luxo no Brasil, segundo a CBRE.
A Marriott International é uma das gigantes que apostam no país, com planos de dobrar sua presença nos próximos três anos, aumentando sua quantidade de quartos de 3,7 mil para quase 8 mil.
Segundo Paulo Mancio, novo vice-presidente de desenvolvimento, o Brasil é visto como "a bola da vez" e as apostas para o próximo ciclo de crescimento no setor são altas - a empresa tem buscado novos investidores, especialmente fundos imobiliários que têm ampliado seus portfólios no segmento de hospitality.
A decisão está relacionada a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que aponta incongruências nas revisões da Lei de Zoneamento de 2024.
A Câmara recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo a retomada dos alvarás, citando impactos negativos, como a paralisação de unidades habitacionais e empregos no setor da construção civil.
As incorporadoras que atuam na capital paulista estão monitorando a decisão judicial, com algumas já avaliando os impactos caso a suspensão se prolongue.
A Plano&Plano estima que a medida pode afetar 37% do VGV (Valor Geral de Vendas) previsto para o segundo trimestre de 2026, com o impacto subindo para 57% no terceiro trimestre e 40% no quarto, totalizando uma média de 40% ao longo do ano.
A Cury, por sua vez, calcula que a suspensão pode paralisar 15% de seus lançamentos esperados para 2026, com impacto começando no terceiro trimestre e afetando um VGV de até R$ 9,5 bilhões.
Já a MRV, com presença em todo o Brasil, considera que o impacto em São Paulo, que representa apenas 7% das suas vendas, será mínimo. A empresa afirma que grande parte dos seus projetos já estão aprovados pela Prefeitura de São Paulo, mas reconhece que novos lançamentos podem ser prejudicados se a situação continuar.
A decisão, que ainda precisa ser revisada pelo STF, segue em análise, com o Supremo aguardando manifestação da Procuradoria-Geral de Justiça.
Pela proposta, a renda familiar da Faixa 1 subiria de R$ 2.850 para R$ 3.200, enquanto as faixas superiores também seriam elevadas (por exemplo, Faixa 2 de R$ 4.700 para R$ 5.000 e Faixa 3 de R$ 8.600 para R$ 9.600).
Além de reajustar as faixas de renda, o governo propôs ampliar os limites de preço dos imóveis financiáveis no programa - elevando o teto em algumas categorias (como de R$ 350 mil para R$ 400 mil na Faixa 3 e de R$ 500 mil para R$ 600 mil na Faixa 4, voltada à classe média) - com a criação de subfaixas de juros para moderar o impacto orçamentário. A implementação depende de aprovação formal pelo conselho, prevista para 24 de março.
O mercado financeiro já vê uma maior chance de manutenção da Selic em 15% do que a realização de um corte de 0,50 ponto percentual, que era o consenso antes do aumento nos preços do petróleo e dos conflitos no Oriente Médio.
Neste contexto, o Goldman Sachs revisou suas expectativas para a Selic, passando a prever um corte menor, de 0,25 ponto percentual - devido ao choque nos preços das commodities energéticas, que devem impactar os índices de inflação e exigir maior cautela nas decisões do Banco Central.
Além disso, apesar do ambiente pressionado pela inflação, o Goldman Sachs também aumentou sua projeção de crescimento econômico para a economia brasileira em 2026, de 1,8% para 2,0%, refletindo os benefícios das exportações de petróleo, já que o Brasil é um exportador líquido da commodity.
Marcas internacionais de hotéis de luxo miram expansão no Brasil
O Brasil tem se tornado um destino cada vez mais atrativo para grandes marcas internacionais de hotéis de luxo, com pelo menos três grupos de renome planejando sua entrada no país nos próximos anos.O Mandarin Oriental Hotel Group, a divisão de hotéis da Bulgari e o Waldorf Astoria Hotels & Resorts, do grupo Hilton, estão atualmente avaliando projetos locais e a viabilidade de novos empreendimentos, conforme apuração do Metro Quadrado.
Com a retomada do turismo de lazer e negócios, especialmente o doméstico, os hotéis no Brasil têm apresentado indicadores operacionais cada vez mais positivos, o que tem atraído cada vez mais o interesse de grandes marcas internacionais - que representam uma pequena fatia de 6% do mercado de luxo no Brasil, segundo a CBRE.
A Marriott International é uma das gigantes que apostam no país, com planos de dobrar sua presença nos próximos três anos, aumentando sua quantidade de quartos de 3,7 mil para quase 8 mil.
Segundo Paulo Mancio, novo vice-presidente de desenvolvimento, o Brasil é visto como "a bola da vez" e as apostas para o próximo ciclo de crescimento no setor são altas - a empresa tem buscado novos investidores, especialmente fundos imobiliários que têm ampliado seus portfólios no segmento de hospitality.
Câmara recorre ao STF após suspensão de alvarás em São Paulo
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a liminar que suspende a emissão de novos alvarás de obras, supressão de vegetação e demolição na cidade, após negar o pedido de reconsideração da Prefeitura e da Câmara Municipal.A decisão está relacionada a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que aponta incongruências nas revisões da Lei de Zoneamento de 2024.
A Câmara recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo a retomada dos alvarás, citando impactos negativos, como a paralisação de unidades habitacionais e empregos no setor da construção civil.
As incorporadoras que atuam na capital paulista estão monitorando a decisão judicial, com algumas já avaliando os impactos caso a suspensão se prolongue.
A Plano&Plano estima que a medida pode afetar 37% do VGV (Valor Geral de Vendas) previsto para o segundo trimestre de 2026, com o impacto subindo para 57% no terceiro trimestre e 40% no quarto, totalizando uma média de 40% ao longo do ano.
A Cury, por sua vez, calcula que a suspensão pode paralisar 15% de seus lançamentos esperados para 2026, com impacto começando no terceiro trimestre e afetando um VGV de até R$ 9,5 bilhões.
Já a MRV, com presença em todo o Brasil, considera que o impacto em São Paulo, que representa apenas 7% das suas vendas, será mínimo. A empresa afirma que grande parte dos seus projetos já estão aprovados pela Prefeitura de São Paulo, mas reconhece que novos lançamentos podem ser prejudicados se a situação continuar.
A decisão, que ainda precisa ser revisada pelo STF, segue em análise, com o Supremo aguardando manifestação da Procuradoria-Geral de Justiça.
Ajustes no MCMV devem custar R$ 500 milhões ao FGTS
O governo federal apresentou ao Conselho Curador do FGTS uma proposta para ampliar os limites de renda do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o que deve aumentar os recursos destinados a subsídios e descontos em cerca de R$ 500 milhões, elevando o orçamento do FGTS para esse fim para aproximadamente R$ 13 bilhões, o maior valor desde 2011.Pela proposta, a renda familiar da Faixa 1 subiria de R$ 2.850 para R$ 3.200, enquanto as faixas superiores também seriam elevadas (por exemplo, Faixa 2 de R$ 4.700 para R$ 5.000 e Faixa 3 de R$ 8.600 para R$ 9.600).
Além de reajustar as faixas de renda, o governo propôs ampliar os limites de preço dos imóveis financiáveis no programa - elevando o teto em algumas categorias (como de R$ 350 mil para R$ 400 mil na Faixa 3 e de R$ 500 mil para R$ 600 mil na Faixa 4, voltada à classe média) - com a criação de subfaixas de juros para moderar o impacto orçamentário. A implementação depende de aprovação formal pelo conselho, prevista para 24 de março.