Adobe StockMercado imobiliário da região Sul surpreende com alta valorização
Segmento de alto padrão se destaca com crescimento de 40,3% no valor geral de vendas, consolidando a região como polo de investimentos
1 de abril de 2026Mercado Imobiliário
Escrito por:Isabella Toledo
Principais Insights
- A região Sul do Brasil se destaca no setor imobiliário, com crescimento impulsionado por um mercado robusto e crescente demanda por empreendimentos de qualidade.
- Santa Catarina lidera a valorização imobiliária na região, com preços médios acima da média, enquanto os segmentos de luxo e superluxo impulsionam os lançamentos e vendas.
- A evolução do acesso ao funding e a transformação no perfil do consumidor indicam perspectivas positivas para o mercado, com foco no desenvolvimento de projetos planejados e diferenciados.
A região Sul do Brasil, composta pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tem se destacado como um polo dinâmico e promissor no setor imobiliário.
Com uma economia diversificada, alto índice de industrialização e forte setor de serviços, a região é considerada um mercado robusto, com crescente demanda por empreendimentos de qualidade.
No segundo trimestre de 2025, embora o volume de unidades lançadas e vendidas tenha registrado queda, o Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu patamares impressionantes.
Esse fenômeno reflete um movimento claro em direção aos segmentos de luxo e superluxo, que têm sido os principais responsáveis pelo crescimento do VGV, mesmo diante de um cenário de maior seletividade no mercado.
De acordo com dados da Brain Inteligência Estratégica, os lançamentos na região Sul caíram 10,4% em comparação ao mesmo período de 2024, totalizando aproximadamente 20.057 unidades.
No entanto, o VGV disparou 40,3%, refletindo que os novos empreendimentos estão chegando ao mercado com tickets médios significativamente mais elevados.
A tendência de valorização também se refletiu nas vendas, que, embora tenham registrado retração de 6% em unidades, apresentaram um aumento de 14,2% em VGV, totalizando R$ 22,8 bilhões no trimestre.
Você pode se interessar: GRI Fórum Sul 2026, 16 de abril, em Porto Alegre
O preço médio por metro quadrado privativo em solo catarinense atingiu R$ 16.816, valor 16,5% superior à média da região Sul, que é de R$ 14.434.
A cidade de Balneário Camboriú continua sendo o principal expoente desse segmento de luxo, com um preço médio de R$ 38.368/m², um valor 166% superior à média regional.
Embora o Paraná e o Rio Grande do Sul apresentem preços médios abaixo da média sulista, ambos mantêm mercados robustos, especialmente no segmento de produtos compactos, que representam 20% e 17% de seus estoques, respectivamente.
Veja também: GRI Fórum Litoral de SC, 7 de maio, em Balneário Camboriú
Gustavo enfatiza que, em estados como Paraná e Santa Catarina, o mercado imobiliário tem apresentado um dinamismo superior à média nacional.
A base sólida de demanda é sustentada pela forte presença da indústria, uma classe média em expansão e a melhoria contínua dos índices de renda, fatores que garantem a estabilidade e o crescimento do setor imobiliário.
Além disso, o executivo observa uma demanda crescente não apenas nas grandes regiões metropolitanas, onde a liquidez é alta, mas também em cidades médias do interior, que vêm experimentando um crescimento acelerado, muitas vezes acima da média nacional.
O setor tem presenciado um aumento significativo no número de instrumentos financeiros disponíveis, como crédito bancário, securitização, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), fundos imobiliários e investidores institucionais.
Esses mecanismos têm permitido que empresas com governança estruturada e disciplina financeira tenham mais acesso a capital, facilitando o desenvolvimento de empreendimentos de alto padrão.
Embora o mercado de condomínios horizontais ainda enfrente uma oferta limitada de funding em comparação com mercados mais maduros, como a incorporação vertical, a crescente profissionalização das empresas tem facilitado o acesso a novas fontes de financiamento, o que favorece a expansão do setor.
A crescente exigência por qualidade, localização privilegiada e conceito diferenciado nos empreendimentos tem levado o mercado a uma transformação.
Gustavo observa que, embora haja uma maior oferta em alguns segmentos, os projetos exclusivos continuam a ter uma demanda robusta, muitas vezes superando a oferta disponível.
A Paysage Corpal, por exemplo, está lançando um projeto de alto padrão em Curitiba, com características únicas, como heliponto, grandes áreas verdes e terrenos de alto valor.
“A procura, mesmo antes do lançamento oficial, já é muito alta, o que confirma a existência de espaço para expansão no segmento de luxo, desde que o produto seja realmente diferenciado”, afirma o executivo.
“Projetos comuns, mal localizados ou sem diferenciação clara enfrentarão maior competição, enquanto empreendimentos com conceitos bem definidos, alta qualidade e forte identidade continuarão a atrair demanda”, explica.
O executivo também alerta para os riscos que investidores e incorporadores podem não estar plenamente compreendendo, especialmente no que diz respeito à qualidade dos projetos e à disciplina de execução.
Em um mercado cada vez mais profissionalizado e com consumidores mais exigentes, os incorporadores precisam manter altos padrões de governança e controle financeiro para se manterem competitivos.
Com uma economia diversificada, alto índice de industrialização e forte setor de serviços, a região é considerada um mercado robusto, com crescente demanda por empreendimentos de qualidade.
Crescimento impulsionado pelo alto padrão
O mercado imobiliário da região Sul atravessa um momento de transformação, onde a máxima de "qualidade sobre quantidade" vem norteando as decisões dos investidores e incorporadores.No segundo trimestre de 2025, embora o volume de unidades lançadas e vendidas tenha registrado queda, o Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu patamares impressionantes.
Esse fenômeno reflete um movimento claro em direção aos segmentos de luxo e superluxo, que têm sido os principais responsáveis pelo crescimento do VGV, mesmo diante de um cenário de maior seletividade no mercado.
De acordo com dados da Brain Inteligência Estratégica, os lançamentos na região Sul caíram 10,4% em comparação ao mesmo período de 2024, totalizando aproximadamente 20.057 unidades.
No entanto, o VGV disparou 40,3%, refletindo que os novos empreendimentos estão chegando ao mercado com tickets médios significativamente mais elevados.
A tendência de valorização também se refletiu nas vendas, que, embora tenham registrado retração de 6% em unidades, apresentaram um aumento de 14,2% em VGV, totalizando R$ 22,8 bilhões no trimestre.
Você pode se interessar: GRI Fórum Sul 2026, 16 de abril, em Porto Alegre
SC lidera os destaques regionais
No detalhamento geográfico, Santa Catarina se destaca como o estado mais valorizado da região.O preço médio por metro quadrado privativo em solo catarinense atingiu R$ 16.816, valor 16,5% superior à média da região Sul, que é de R$ 14.434.
A cidade de Balneário Camboriú continua sendo o principal expoente desse segmento de luxo, com um preço médio de R$ 38.368/m², um valor 166% superior à média regional.
Embora o Paraná e o Rio Grande do Sul apresentem preços médios abaixo da média sulista, ambos mantêm mercados robustos, especialmente no segmento de produtos compactos, que representam 20% e 17% de seus estoques, respectivamente.
Veja também: GRI Fórum Litoral de SC, 7 de maio, em Balneário Camboriú
Dinamismo econômico e perspectivas de crescimento
Em entrevista exclusiva ao GRI Institute, Gustavo Barreto, CEO da Paysage Corpal, compartilha sua visão positiva sobre o mercado imobiliário da região Sul, com destaque para as tendências emergentes e as mudanças no perfil do consumidor.Gustavo enfatiza que, em estados como Paraná e Santa Catarina, o mercado imobiliário tem apresentado um dinamismo superior à média nacional.
A base sólida de demanda é sustentada pela forte presença da indústria, uma classe média em expansão e a melhoria contínua dos índices de renda, fatores que garantem a estabilidade e o crescimento do setor imobiliário.
Além disso, o executivo observa uma demanda crescente não apenas nas grandes regiões metropolitanas, onde a liquidez é alta, mas também em cidades médias do interior, que vêm experimentando um crescimento acelerado, muitas vezes acima da média nacional.
A evolução do acesso ao funding
Outro ponto destacado por Gustavo é a evolução no acesso ao funding para projetos de condomínios planejados e horizontais.O setor tem presenciado um aumento significativo no número de instrumentos financeiros disponíveis, como crédito bancário, securitização, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), fundos imobiliários e investidores institucionais.
Esses mecanismos têm permitido que empresas com governança estruturada e disciplina financeira tenham mais acesso a capital, facilitando o desenvolvimento de empreendimentos de alto padrão.
Embora o mercado de condomínios horizontais ainda enfrente uma oferta limitada de funding em comparação com mercados mais maduros, como a incorporação vertical, a crescente profissionalização das empresas tem facilitado o acesso a novas fontes de financiamento, o que favorece a expansão do setor.
Tendências no segmento de luxo
O aumento do ticket médio e a expansão dos lançamentos de alto padrão são claros reflexos das mudanças no perfil dos consumidores.A crescente exigência por qualidade, localização privilegiada e conceito diferenciado nos empreendimentos tem levado o mercado a uma transformação.
Gustavo observa que, embora haja uma maior oferta em alguns segmentos, os projetos exclusivos continuam a ter uma demanda robusta, muitas vezes superando a oferta disponível.
A Paysage Corpal, por exemplo, está lançando um projeto de alto padrão em Curitiba, com características únicas, como heliponto, grandes áreas verdes e terrenos de alto valor.
“A procura, mesmo antes do lançamento oficial, já é muito alta, o que confirma a existência de espaço para expansão no segmento de luxo, desde que o produto seja realmente diferenciado”, afirma o executivo.
O futuro do mercado imobiliário sulista
Apesar da expansão do mercado de imóveis de luxo, Gustavo acredita que o mercado não tende à estabilização, mas sim à seleção natural.“Projetos comuns, mal localizados ou sem diferenciação clara enfrentarão maior competição, enquanto empreendimentos com conceitos bem definidos, alta qualidade e forte identidade continuarão a atrair demanda”, explica.
O executivo também alerta para os riscos que investidores e incorporadores podem não estar plenamente compreendendo, especialmente no que diz respeito à qualidade dos projetos e à disciplina de execução.
Em um mercado cada vez mais profissionalizado e com consumidores mais exigentes, os incorporadores precisam manter altos padrões de governança e controle financeiro para se manterem competitivos.