GRI InstituteGoverno anuncia R$ 20 bilhões do Pré-Sal para financiar o Minha Casa, Minha Vida
Meta é alcançar 3 milhões de unidades habitacionais contratadas até o final do ano; nos escritórios, menos Faria Lima, mais Pinheiros e Chucri Zaidan
17 de abril de 2026Mercado Imobiliário
Escrito por:Henrique Cisman
Principais Insights
- Programa Minha Casa, Minha Vida contará com aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para ampliar o crédito imobiliário na faixa 3, destinado a famílias com renda mensal de até R$ 9,6 mil.
- A região da Faria Lima registrou absorção líquida negativa no primeiro trimestre, a única dentre os principais endereços corporativos de São Paulo; Pinheiros e Chucri Zaidan estão absorvendo a maior parte da demanda.
- Fundos imobiliários movimentam segmentos de shoppings e lajes corporativas.
O governo federal anunciou um aporte de R$ 20 bilhões provenientes do Fundo Social do Pré-Sal para ampliar o crédito imobiliário na faixa 3 do programa Minha Casa, Minha Vida, destinado a famílias com renda mensal de até R$ 9,6 mil. Com isso, o orçamento total do programa será de R$ 200 bilhões, segundo o ministro das Cidades, Vladimir Lima. A meta é alcançar 3 milhões de unidades habitacionais contratadas no âmbito do MCMV até dezembro de 2026.
De acordo com o Ministério das Cidades, o aporte não precisa da aprovação do Congresso, uma vez que os recursos não sairão do Orçamento Geral da União.
A medida ocorre alguns dias após o governo federal cogitar a liberação do saldo do FGTS para a quitação de dívidas dos cotistas, o que gerou manifestações contrárias de associações e entidades que representam o mercado imobiliário e a construção civil por reduzir a disponibilidade de recursos do fundo, que é o principal financiador do MCMV.
No mesmo anúncio, o Ministério das Cidades também apresentou ajustes no programa Reforma Casa Brasil: elevação do limite de renda do público elegível, que passa de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil, e aumento do limite máximo de crédito, de R$ 30 mil para R$ 50 mil. Os juros foram igualados para todos os beneficiários e reduzidos a 0,99% ao mês, e o prazo de amortização foi ampliado de 60 para 72 meses.
A principal explicação está no preço elevado do metro quadrado, cuja média foi superior a R$ 300 no primeiro trimestre, segundo a consultoria. Isso é mais do que o dobro da média da capital paulista: R$ 121/m².
As empresas que devolveram espaços estão, em sua maioria, deslocando-se para a região de Pinheiros e para a Avenida Chucri Zaidan, que no acumulado de 12 meses registraram as duas maiores absorções líquidas de São Paulo: 80,2 mil m² e 50,7 mil m², respectivamente. Rebouças e Berrini também estão no radar dos investidores, dada a maior tendência de absorção da demanda nos próximos 24 meses.
Nesses endereços, a vacância é maior do que na Faria Lima e mais alinhada à média da cidade (14,7% segundo a Newmark), além de haver oferta nova expressiva. A combinação de fatores leva a preços mais competitivos em ativos mais novos e modernos.
Esse movimento foi antecipado pelo GRI Institute no GRI Escritórios 2026 (veja aqui).
O fundo imobiliário BBIG11 concluiu a venda de sua participação de 9% no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo, por R$ 226,9 milhões. Os compradores são CSC 41 Participações, o FII Shopping Pátio Paulista e a Funcef, com aquisição igualitária de 3% cada.
Já o FII ALZR11 concluiu a aquisição do edifício Oscar Freire Office por R$ 132 milhões, dos quais R$ 99 milhões à vista, reforçando sua estratégia de alocação em ativos corporativos de alta qualidade. A operação foi realizada por meio do TSER11, veículo no qual o fundo detém participação majoritária.
De acordo com o Ministério das Cidades, o aporte não precisa da aprovação do Congresso, uma vez que os recursos não sairão do Orçamento Geral da União.
A medida ocorre alguns dias após o governo federal cogitar a liberação do saldo do FGTS para a quitação de dívidas dos cotistas, o que gerou manifestações contrárias de associações e entidades que representam o mercado imobiliário e a construção civil por reduzir a disponibilidade de recursos do fundo, que é o principal financiador do MCMV.
No mesmo anúncio, o Ministério das Cidades também apresentou ajustes no programa Reforma Casa Brasil: elevação do limite de renda do público elegível, que passa de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil, e aumento do limite máximo de crédito, de R$ 30 mil para R$ 50 mil. Os juros foram igualados para todos os beneficiários e reduzidos a 0,99% ao mês, e o prazo de amortização foi ampliado de 60 para 72 meses.
Escritórios: menos Faria Lima, mais Pinheiros, Chucri Zaidan, Berrini…
Dados da Newmark referentes ao primeiro trimestre mostram que a região da Faria Lima registrou absorção líquida negativa, isto é, mais devoluções do que locações de escritórios. A região foi a única dentre as principais do segmento corporativo a apresentar esse cenário. Trata-se da segunda retração consecutiva - havia perdido 3,2 mil metros quadrados no últimos trimestre de 2025, e agora encolheu em 5 mil m².A principal explicação está no preço elevado do metro quadrado, cuja média foi superior a R$ 300 no primeiro trimestre, segundo a consultoria. Isso é mais do que o dobro da média da capital paulista: R$ 121/m².
As empresas que devolveram espaços estão, em sua maioria, deslocando-se para a região de Pinheiros e para a Avenida Chucri Zaidan, que no acumulado de 12 meses registraram as duas maiores absorções líquidas de São Paulo: 80,2 mil m² e 50,7 mil m², respectivamente. Rebouças e Berrini também estão no radar dos investidores, dada a maior tendência de absorção da demanda nos próximos 24 meses.
Nesses endereços, a vacância é maior do que na Faria Lima e mais alinhada à média da cidade (14,7% segundo a Newmark), além de haver oferta nova expressiva. A combinação de fatores leva a preços mais competitivos em ativos mais novos e modernos.
Esse movimento foi antecipado pelo GRI Institute no GRI Escritórios 2026 (veja aqui).
Transações relevantes
A Klabin devolveu o escritório que ocupava na Faria Lima, próximo do cruzamento com a Avenida Juscelino Kubitschek, no edifício Faria Lima Square, para se mudar mais próxima ao Largo da Batata, no Faria Lima Plaza, onde os preços são mais baixos. Conforme apuração do Metro Quadrado, o custo será de R$ 240/m², ante R$ 340/m² no endereço anterior.O fundo imobiliário BBIG11 concluiu a venda de sua participação de 9% no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo, por R$ 226,9 milhões. Os compradores são CSC 41 Participações, o FII Shopping Pátio Paulista e a Funcef, com aquisição igualitária de 3% cada.
Já o FII ALZR11 concluiu a aquisição do edifício Oscar Freire Office por R$ 132 milhões, dos quais R$ 99 milhões à vista, reforçando sua estratégia de alocação em ativos corporativos de alta qualidade. A operação foi realizada por meio do TSER11, veículo no qual o fundo detém participação majoritária.