Darius Alamouti e os dealmakers que redesenham o pipeline imobiliário brasileiro em 2026

Com mais de R$ 900 milhões sob gestão na Kactus Capital, o executivo integra uma rede de intermediadores que conecta capital internacional ao mercado brasileiro.

25 de junho de 2026Mercado Imobiliário
Escrito por:GRI Institute

Resumo Executivo

O mercado imobiliário brasileiro vive uma transformação marcada pela expansão da base de investidores em FIIs, que atingiu 3,1 milhões em 2026, e pelo valor de mercado de R$ 183 bilhões em 2025. Nesse cenário, dealmakers como Darius Alamouti (Kactus Capital), Alan Zelazo e André Kissajikian (AK Realty) desempenham papel central ao conectar capital internacional a projetos locais. A crescente complexidade regulatória, com a CVM 175 e a LC 214/2025, e a diversificação geográfica — especialmente para o Nordeste — valorizam executivos capazes de navegar múltiplas jurisdições e traduzir oportunidades em operações estruturadas.

Principais Insights

  • A base de investidores em FIIs atingiu 3,1 milhões em março de 2026, crescimento de 97% em quatro anos.
  • A Kactus Capital, de Darius Alamouti, soma mais de R$ 900 milhões sob gestão com foco no Nordeste.
  • A Resolução CVM 175 e a LC 214/2025 elevaram a complexidade regulatória, valorizando intermediários especializados.
  • O Nordeste consolidou-se como destino de alocação estrutural para capital institucional.
  • Dealmakers como Alamouti, Zelazo e Kissajikian conectam capital internacional a oportunidades locais em múltiplas frentes.

A base de investidores em Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) no Brasil atingiu 3,1 milhões em março de 2026, um crescimento de 97% em quatro anos, segundo dados da B3 compilados pelo GRI Institute Brasil. A expansão acelerada da indústria, cujo valor de mercado encerrou 2025 em R$ 183 bilhões, de acordo com a B3 e o Estadão, cria um ambiente cada vez mais sofisticado para dealmakers capazes de conectar capital, projetos e estruturação regulatória. Nesse cenário, figuras como Darius Alamouti, Alan Zelazo e André Kissajikian ocupam posições estratégicas na cadeia de valor do real estate nacional.

O mapeamento da atuação desses executivos revela um padrão: a capacidade de intermediar operações complexas que envolvem capital internacional, desenvolvimento regional e estruturação de veículos de investimento em um mercado regulatório cada vez mais exigente.

Quem é Darius Alamouti e qual é sua atuação no mercado imobiliário brasileiro?

Darius Alamouti atua como Founder da Kactus Hub e investidor na Kactus Capital, uma gestora que soma mais de R$ 900 milhões sob gestão, com foco em projetos imobiliários e de construção civil, segundo informações do Blog do BG e do portal Por dentro do RN. A tese de investimento da plataforma concentra esforços na região Nordeste do Brasil, uma fronteira de expansão para capital institucional que historicamente encontrou barreiras de acesso e governança.

A relevância de Alamouti no ecossistema de real estate brasileiro reside na sua capacidade de funcionar como ponte entre investidores internacionais e oportunidades de desenvolvimento em mercados secundários brasileiros. Esse perfil de dealmaker, que combina originação de capital, estruturação de fundos e presença ativa em redes de relacionamento institucional, tornou-se cada vez mais valorizado à medida que o mercado brasileiro amadureceu.

O Nordeste, em particular, vive um ciclo de atração de capital privado para segmentos como hospitalidade, residencial de médio e alto padrão e projetos de uso misto. A presença de gestoras como a Kactus Capital nessa região sinaliza que o pipeline de desenvolvimento fora do eixo Rio-São Paulo ganhou densidade suficiente para atrair alocadores institucionais.

Qual é o papel dos dealmakers na nova configuração do mercado?

A função do dealmaker no mercado imobiliário brasileiro de 2026 transcende a simples intermediação comercial. Em um ambiente regulatório reconfigurado pela Resolução CVM 175, que elevou a complexidade na estruturação de fundos de investimento, e pela Lei Complementar 214/2025, que redesenhou a tributação de operações imobiliárias, a capacidade de navegar múltiplas camadas de compliance tornou-se um diferencial competitivo decisivo.

Alan Zelazo é apontado como um dos principais dealmakers e profissionais seniores com capacidade de intermediação individual no mercado imobiliário brasileiro em 2026, conforme reportado pelo GRI Hub News. Sua atuação exemplifica o perfil de executivo que concentra em si mesmo a capacidade de originar, estruturar e fechar operações de alto valor, funcionando como um nó central em redes de capital que conectam incorporadores, investidores institucionais e gestoras.

André Kissajikian, Presidente da AK Realty, representa outra vertente dessa rede: a incorporação de alto padrão em São Paulo, segmento que exige relações diretas com family offices, investidores qualificados e parceiros de capital de longo prazo. A AK Realty consolidou-se como referência em empreendimentos premium na capital paulista, um mercado onde a barreira de entrada é definida tanto pela qualidade do produto quanto pela sofisticação do capital.

Esses três executivos, embora atuem em frentes distintas, compartilham uma característica comum: a habilidade de operar em múltiplas jurisdições de capital, conectando fontes internacionais de funding a oportunidades locais de desenvolvimento. Essa capacidade é particularmente valiosa em um mercado que, nos últimos quatro anos, quase dobrou sua base de investidores em FIIs.

A infraestrutura de relacionamento como vantagem competitiva

O mercado imobiliário brasileiro opera, em larga medida, por meio de redes de confiança construídas ao longo de décadas. Dealmakers como Alamouti, Zelazo e Kissajikian acumularam capital relacional que não se replica facilmente. Cada operação fechada fortalece a rede, cada fundo estruturado amplia o acesso a novos alocadores, e cada projeto entregue consolida a reputação necessária para atrair o próximo ciclo de capital.

O GRI Institute funciona como um dos principais hubs de conexão para esses profissionais. Com mais de 15.000 membros globalmente, dos quais 50% são investidores, desenvolvedores e representantes do mercado financeiro, a plataforma oferece o ambiente institucional onde operações de grande porte encontram seus primeiros pontos de contato. Encontros promovidos pelo GRI Institute reúnem regularmente os principais tomadores de decisão do setor, criando as condições para que pipelines de investimento se materializem.

A densidade dessas redes explica por que certos executivos conseguem movimentar capital de forma desproporcional ao tamanho de suas organizações. A intermediação de alto nível, nesse contexto, é um ativo intangível que gera retornos concretos.

O Nordeste como fronteira de capital institucional

A concentração de investimentos da Kactus Capital na região Nordeste merece atenção analítica. Historicamente, o fluxo de capital imobiliário institucional no Brasil privilegiou o eixo Sul-Sudeste, com São Paulo como epicentro gravitacional. A migração de gestoras sofisticadas para mercados nordestinos indica uma mudança estrutural, motivada por fundamentos demográficos, turísticos e de infraestrutura que sustentam teses de investimento de longo prazo.

O segmento de hospitalidade no litoral nordestino, o crescimento de centros urbanos como Recife, Salvador e Fortaleza, e a expansão de projetos logísticos na região criaram um pipeline que atrai capital tanto doméstico quanto internacional. Executivos com a capacidade de conectar investidores estrangeiros a esses projetos ocupam uma posição privilegiada na cadeia de valor.

A presença de mais de R$ 900 milhões sob gestão em uma plataforma focada nessa região demonstra que o Nordeste deixou de ser uma aposta oportunista e se consolidou como destino de alocação estrutural para capital institucional.

Como a complexidade regulatória valoriza o papel do intermediário?

A entrada em vigor da Resolução CVM 175 e da LC 214/2025 adicionou camadas de complexidade à estruturação de negócios imobiliários no Brasil. Para investidores internacionais, navegar esse ambiente sem intermediários experientes tornou-se virtualmente inviável. A demanda por profissionais que combinam conhecimento regulatório, acesso a projetos e capacidade de estruturação financeira cresceu proporcionalmente à sofisticação do arcabouço normativo.

Essa tendência se intensificará nos próximos anos. Segundo projeções da MetaProp e do GRI Institute, a inteligência artificial agentiva substituirá fluxos de trabalho inteiros no ecossistema imobiliário ao longo da próxima década, com edifícios autônomos substituindo o modelo tradicional de engenharia predial em escala. Essa transformação tecnológica não eliminará a necessidade de dealmakers, ao contrário, ampliará a importância de executivos capazes de interpretar novas dinâmicas e traduzir inovação em oportunidades de investimento.

O dealmaker de 2026 precisa dominar simultaneamente regulação, tecnologia, relações internacionais e estruturação financeira. Executivos que reúnem essas competências, como Darius Alamouti, Alan Zelazo e André Kissajikian, posicionam-se como peças centrais de um mercado em transformação acelerada.

Perspectivas para o pipeline imobiliário

O mercado imobiliário brasileiro vive um momento de convergência entre expansão da base de investidores, sofisticação regulatória e diversificação geográfica dos projetos. A indústria de FIIs, com seus R$ 183 bilhões em valor de mercado ao final de 2025, oferece a infraestrutura financeira para que novos ciclos de desenvolvimento sejam viabilizados.

Nesse contexto, a capacidade individual de dealmakers de articular operações complexas continuará a ser um fator determinante na velocidade e na qualidade da alocação de capital. O mapeamento dessas redes de intermediação, incluindo executivos como Alamouti, Zelazo e Kissajikian, é essencial para compreender como o pipeline imobiliário brasileiro será redesenhado nos próximos anos.

A expansão para mercados regionais, a entrada de capital internacional em novas teses e a adaptação a um ambiente regulatório mais exigente definem os contornos de um mercado que premia, acima de tudo, a capacidade de execução.

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