
Dealmakers de investment banking redesenham o fluxo de capital estrangeiro no real estate brasileiro em 2026
Executivos como Dan Chor, Alan Zelazo, Jorge Goldenstein e Rodrigo Arruy operam como pontes entre capital offshore e ativos reais no Brasil, num momento de inflexão regulatória e institucional.
Resumo Executivo
Principais Insights
- Investidores estrangeiros são apenas 4,5% dos cotistas de FIIs, mas respondem por 19,3% do volume negociado na B3; em Fiagros, alcançam 23,8%.
- Financiamentos imobiliários caíram 17,1% em 2025, mas vendas devem crescer 10% em 2026, sinalizando recomposição das fontes de capital.
- Dealmakers como Dan Chor, Alan Zelazo, Jorge Goldenstein e Rodrigo Arruy atuam como elo crítico entre capital offshore e ativos reais brasileiros.
- O julgamento do STF sobre terras rurais e a Janela Única de Investimentos podem ampliar significativamente o fluxo de capital estrangeiro em 2026.
O perfil que faltava no mapa do capital estrangeiro imobiliário
O mercado imobiliário brasileiro convive com um paradoxo revelador. Investidores internacionais representam apenas 4,5% da base de cotistas de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), mas respondem por 19,3% do volume negociado na B3, segundo dados da própria bolsa compilados pelo Estadão. Nos Fiagros, a participação é ainda mais expressiva: investidores não residentes já alcançam 23,8% do volume transacionado, conforme dados da B3 divulgados em março de 2026.
Esses números contam uma história que vai além da estatística. O capital estrangeiro que chega ao real estate brasileiro é institucional, concentrado e sofisticado. Não se distribui por milhares de contas, mas se movimenta em blocos relevantes, operados por poucos agentes que compreendem simultaneamente a lógica de alocação global e as particularidades regulatórias do Brasil. É nesse ponto de interseção que atuam profissionais como Dan Chor, Alan Zelazo, Jorge Goldenstein e Rodrigo Arruy, executivos com trajetória consolidada em bancos de investimento internacionais que hoje canalizam capital offshore para ativos reais brasileiros por meio de estruturas como joint ventures, co-investimentos e fundos dedicados.
O GRI Institute acompanha de perto essa dinâmica. Nos encontros reservados do GRI Club e nas rodadas de capital que reúnem investidores globais com operadores locais, esses dealmakers ocupam um papel central: traduzem risco-país em tese de investimento, estruturam veículos que atendem às exigências de compliance de alocadores soberanos e family offices estrangeiros e, sobretudo, calibram expectativas de retorno em um ambiente de juros elevados e câmbio volátil.
Por que o capital estrangeiro cresce em relevância mesmo com juros altos e crédito em queda?
O cenário macroeconômico de 2025 foi desafiador para o setor imobiliário brasileiro. Os financiamentos imobiliários somaram R$ 140 bilhões de janeiro a novembro, uma queda de 17,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflexo direto dos juros elevados, conforme dados da Abecip. A taxa Selic, que tem previsão de encerrar 2026 em 12,50% segundo projeções do Portal Radar Imobiliário, comprime o crédito doméstico e eleva o custo de capital para incorporadores.
Contudo, o mercado demonstra resiliência. O Índice FipeZAP registrou alta nos preços de venda de imóveis ao longo de 2025, e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta crescimento de 10% nas vendas de imóveis em 2026. O programa Minha Casa, Minha Vida pode bater um recorde com 600 mil unidades vendidas ao longo do ano, segundo estimativas da MBigucci Construtora.
Esse aparente descolamento entre crédito em retração e vendas em alta sinaliza uma recomposição das fontes de capital. Enquanto o financiamento bancário tradicional recua, o capital institucional, tanto doméstico quanto estrangeiro, avança sobre oportunidades que exigem estruturação mais complexa. É precisamente aqui que o perfil de dealmaker com experiência em investment banking internacional se torna indispensável. Profissionais como Dan Chor e Rodrigo Arruy conhecem os mecanismos de entrada preferidos por fundos soberanos e gestoras globais, que buscam exposição a ativos reais em mercados emergentes com fundamentos sólidos de demanda.
A presença de capital estrangeiro no mercado brasileiro funciona como um termômetro de confiança institucional. Quando investidores não residentes movimentam quase um quarto do volume de Fiagros e um quinto do volume de FIIs, o sinal é claro: existe apetite global por ativos reais brasileiros, desde que o caminho de entrada seja estruturado com rigor.
Quem são os executivos que conectam capital offshore ao real estate brasileiro?
O cluster de profissionais que inclui Dan Chor, Alan Zelazo, Jorge Goldenstein e Rodrigo Arruy compartilha características específicas que os diferenciam de outros perfis de dealmakers no mercado brasileiro. Todos construíram carreiras em instituições financeiras globais antes de se posicionarem como articuladores de capital para o setor imobiliário. Essa formação lhes confere fluência em duas linguagens simultâneas: a do investidor internacional, que demanda governança, transparência e estruturas fiscais eficientes, e a do mercado local, com suas idiossincrasias regulatórias e oportunidades de assimetria de preço.
Diferentemente dos dealmakers de perfil doméstico, que operam predominantemente com capital de family offices brasileiros ou fundos de pensão locais, esses executivos articulam operações que envolvem veículos offshore, co-investimentos com parceiros internacionais e estruturas de governança alinhadas a padrões exigidos por limited partners globais. Nos eventos do GRI Institute, esse perfil de interlocutor é cada vez mais requisitado por gestoras que buscam parceiros operacionais no Brasil com capacidade de originação e estruturação simultâneas.
Jorge Goldenstein e Alan Zelazo, por exemplo, são nomes recorrentes nas discussões sobre alocação de capital estrangeiro em segmentos como logística, escritórios corporativos e ativos de renda. Dan Chor se posiciona como referência em operações que exigem engenharia financeira sofisticada, enquanto Rodrigo Arruy transita entre o universo de fundos e a originação de oportunidades em segmentos com forte demanda estrutural.
O ponto central é que esses profissionais não são apenas intermediários. Eles redesenham o fluxo de capital ao criar estruturas que não existiam antes no mercado, adaptando formatos internacionais à realidade jurídica e tributária brasileira.
Como o ambiente regulatório de 2026 pode ampliar ou restringir o fluxo de capital estrangeiro?
Dois movimentos regulatórios em curso definem o horizonte para o capital offshore no real estate brasileiro em 2026.
O primeiro é o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal da ADPF 342 e da ACO 2.463, pautado para 18 de março de 2026, que trata da constitucionalidade das restrições impostas pela Lei nº 5.709/1971 à aquisição de imóveis rurais por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro. Uma decisão favorável à flexibilização dessas restrições abriria um novo horizonte para investimentos em terras agrícolas e ativos do agronegócio, segmento onde a participação estrangeira nos Fiagros já é expressiva.
O segundo movimento é a implementação da Janela Única de Investimentos, instituída por decreto publicado em setembro de 2025, cujo primeiro módulo entrou em operação no início de 2026. O portal centralizado visa desburocratizar a abertura de empresas e a concessão de vistos para investidores estrangeiros, reduzindo fricções que historicamente desestimulam o investimento direto.
Para dealmakers como Dan Chor, Alan Zelazo, Jorge Goldenstein e Rodrigo Arruy, essas mudanças regulatórias representam variáveis estratégicas de primeira ordem. A definição do STF sobre terras rurais pode redirecionar bilhões em capital que hoje aguarda clareza jurídica. A Janela Única, por sua vez, reduz o custo de entrada e pode atrair um perfil de investidor que antes considerava o Brasil excessivamente burocrático.
A convergência desses fatores, juros elevados que afastam o crédito bancário tradicional, resiliência dos preços de ativos, apetite institucional estrangeiro e reformas regulatórias em curso, cria um ambiente no qual a figura do dealmaker com experiência em investment banking internacional se torna o elo crítico da cadeia de valor.
O elo que define a próxima fase do mercado
O real estate brasileiro está diante de uma reconfiguração estrutural de suas fontes de capital. O financiamento bancário doméstico, pilar histórico do setor, enfrenta limitações cíclicas. O capital estrangeiro, embora representado por poucos investidores em número absoluto, já demonstra peso desproporcional no volume negociado de instrumentos como FIIs e Fiagros.
Nesse contexto, executivos com o perfil de Dan Chor, Alan Zelazo, Jorge Goldenstein e Rodrigo Arruy ocupam uma posição estratégica singular. Eles não apenas facilitam transações, mas definem a arquitetura pela qual o capital global acessa ativos brasileiros. Cada joint venture estruturada, cada fundo offshore desenhado, cada co-investimento articulado por esses profissionais cria precedentes que moldam o fluxo futuro de capital para o setor.
O GRI Institute continuará mapeando essa dinâmica por meio de seus encontros, pesquisas e publicações, oferecendo aos seus membros acesso privilegiado às análises e aos protagonistas que definem a alocação de capital no real estate brasileiro. Compreender quem são e como operam esses dealmakers deixou de ser curiosidade de mercado para se tornar inteligência estratégica essencial.