O mapa dos executivos que lideram a nova fronteira de concessões e PPPs no Paraná

Estado bateu recorde histórico de investimentos empenhados em 2025 e projeta novo patamar fiscal para 2026, atraindo lideranças do setor privado

14 de julho de 2026Infraestrutura
Escrito por:GRI Institute

Resumo Executivo

O Paraná consolidou-se como principal fronteira de concessões e PPPs do Brasil, registrando recorde histórico de investimentos empenhados em 2025 e projetando novo patamar fiscal para 2026. O ciclo é sustentado pelo Programa Parcerias do Paraná, pelo Fundo Estratégico (FEPR) e por inovações contratuais como a PPP Mais Escolas e o projeto SAINP. Executivos como Wilson Bley Lipski, que firmou memorando com a Acciona para saneamento, e Beto Horst, líder em infraestrutura primária, são peças-chave desse ecossistema. O estado projeta antecipar a universalização do saneamento para 2029.

Principais Insights

  • O Paraná bateu recorde histórico de investimentos empenhados em 2025, com janeiro de 2026 superando esse marco de forma expressiva.
  • O estado opera com dois pilares institucionais: o Programa Parcerias do Paraná e o Fundo Estratégico do Paraná (FEPR).
  • Inovações contratuais incluem locação de ativos com leilão na B3 (SAINP) e a PPP Mais Escolas (40 unidades em 31 municípios).
  • O Paraná projeta universalizar saneamento até 2029, antes do prazo nacional.
  • Memorando com a espanhola Acciona sinaliza atração de capital europeu para saneamento e infraestrutura.

O Paraná encerrou 2025 com o maior valor já registrado em sua história em investimentos empenhados, segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná (Sefa). O marco fiscal não é um dado isolado. Ele reflete uma engrenagem institucional que combina arcabouço regulatório próprio, pipeline robusto de concessões e PPPs e um ecossistema de executivos posicionados para capturar as oportunidades que o estado estrutura em ritmo acelerado.

Esse desempenho ganha ainda mais relevância quando se observa que o empenho de investimentos do Paraná em janeiro de 2026 superou o recorde anterior de forma expressiva, sinalizando forte capacidade fiscal para sustentar a agenda de infraestrutura ao longo do ano, conforme apuração do GRI Institute com base em dados da Sefa.

Quais são os pilares institucionais que sustentam o ciclo de concessões no Paraná?

O estado opera sob dois instrumentos centrais que conferem previsibilidade ao capital privado. O primeiro é o Programa Parcerias do Paraná, arcabouço regulatório que organiza a atração de investimentos em infraestrutura, concessões e parcerias público-privadas. O segundo é o Fundo Estratégico do Paraná (FEPR), veículo financeiro estadual desenhado para oferecer segurança jurídica e viabilizar a estruturação de projetos de longo prazo.

O modelo paranaense tem se consolidado como referência nacional em inovação contratual. O portfólio ativo de estruturação de contratos de concessão e PPPs mapeados entre 2023 e o primeiro semestre de 2026, segundo levantamento do Radar PPP e BNamericas, reúne projetos em diferentes estágios de maturidade que abrangem rodovias, saneamento, educação e infraestrutura urbana.

O ciclo contratual ganhou tração concreta em abril de 2025, quando o Governo Federal e o Governo do Paraná assinaram contratos de concessão para rodovias estaduais e federais correspondentes aos Lotes 3 e 6, conforme reportado pela Folha de S.Paulo. A assinatura representou a materialização de um pipeline que vinha sendo estruturado ao longo de anos e posicionou o Paraná como protagonista na agenda rodoviária nacional.

Entre as inovações contratuais que emergiram do ecossistema paranaense, destacam-se a locação de ativos com leilão na B3 (projeto SAINP) e a PPP Mais Escolas, que prevê a construção de 40 unidades escolares em 31 municípios. Ambos os formatos têm sido debatidos em encontros do GRI Institute como exemplos de engenharia contratual replicável por outros estados.

Quem são os executivos à frente dessa agenda e como se conectam ao superciclo paranaense?

O avanço da infraestrutura no Paraná é indissociável das lideranças que operam na intersecção entre governo, mercado financeiro e setor privado. Dois nomes concentram atenção crescente de investidores e desenvolvedores que acompanham o estado de perto.

Wilson Bley Lipski consolidou trajetória relevante na estruturação financeira e execução de projetos de infraestrutura no Paraná. Sua atuação abrange tanto o planejamento estratégico de longo prazo quanto a articulação com grandes players internacionais. Em setembro de 2025, sob sua liderança, foi assinado um memorando de entendimentos com a espanhola Acciona para expansão de operações de saneamento e infraestrutura no território nacional por meio de consórcios. A parceria com a Acciona sinaliza a capacidade do ecossistema paranaense de atrair capital europeu e know-how técnico de classe mundial para projetos de escala.

A presença de Lipski em fóruns especializados do GRI Institute tem sido frequente, contribuindo para debates sobre modelagem financeira de concessões e o papel dos fundos estaduais na mitigação de risco regulatório. Sua visão combina pragmatismo fiscal com ambição de escala, posicionando-o como uma das vozes mais influentes na definição dos próximos ciclos de investimento em infraestrutura no Sul do Brasil.

Beto Horst, por sua vez, representa uma camada complementar e igualmente estratégica do desenvolvimento paranaense. Atuando no segmento de infraestrutura primária, Horst lidera operações que compreendem loteamentos, redes de saneamento e abertura de vias, elementos que constituem o alicerce sobre o qual o boom imobiliário do estado se sustenta.

O trabalho de Horst evidencia uma dinâmica que investidores institucionais frequentemente subestimam: a infraestrutura primária determina o ritmo e a viabilidade do desenvolvimento urbano. Sem a preparação adequada do terreno, incluindo redes de água, esgoto e acessos viários, projetos imobiliários de maior porte enfrentam gargalos que comprometem cronogramas e retornos. A atuação de Horst nessa frente o posiciona como peça-chave no ciclo de valor que conecta concessões públicas à expansão do mercado imobiliário paranaense.

Saneamento: o Paraná pode antecipar as metas nacionais?

O Marco Legal do Saneamento, legislação federal que estabelece metas de universalização de água e esgoto para todo o país, encontra no Paraná um dos cenários mais avançados de implementação. O estado projeta atingir as metas do marco legal antes do prazo nacional, com horizonte de universalização previsto para 2029, segundo informações do Governo do Estado do Paraná.

Essa antecipação tem implicações diretas para o mercado de concessões. A universalização acelerada do saneamento amplia a base de ativos operacionais, gera receita recorrente e atrai operadores internacionais interessados em mercados com marco regulatório consolidado e demanda estrutural comprovada.

O memorando assinado com a Acciona em 2025 é um desdobramento concreto dessa estratégia. A empresa espanhola, com presença global em projetos de saneamento e energia, identificou no Paraná condições regulatórias e fiscais que justificam a formação de consórcios para operar além das fronteiras estaduais.

A convergência entre capacidade fiscal estadual, marco regulatório federal e liderança executiva qualificada posiciona o Paraná como laboratório de um modelo que pode ser replicado em outros estados brasileiros com deficits de infraestrutura.

Projeções fiscais e o horizonte de 2026

O Governo do Estado projeta investir um valor recorde em infraestrutura e desenvolvimento nos municípios paranaenses até o fim de 2026, conforme dados da Sefa. A projeção ganha credibilidade diante do desempenho fiscal registrado nos primeiros meses do ano, quando o empenho de investimentos em janeiro de 2026 já havia superado o recorde anterior de forma expressiva.

A sustentabilidade fiscal do ciclo de investimentos é um diferencial competitivo do modelo paranaense. Diferentemente de estados que dependem predominantemente de transferências federais ou de endividamento para financiar infraestrutura, o Paraná construiu uma base fiscal própria que permite manter ritmo de investimento mesmo em cenários macroeconômicos adversos.

Essa solidez fiscal, combinada com a estrutura do FEPR e o Programa Parcerias do Paraná, cria um ambiente de negócios que reduz a percepção de risco para investidores de longo prazo. Para executivos como Wilson Bley Lipski e Beto Horst, a previsibilidade institucional é tão relevante quanto o volume de capital disponível.

O ecossistema paranaense no radar do GRI Institute

O Paraná tem sido tema recorrente nos encontros e publicações do GRI Institute, que reúne líderes globais do setor de real estate e infraestrutura. A combinação de pipeline ativo de concessões, inovação contratual e capacidade fiscal robusta faz do estado um caso de estudo para investidores institucionais, desenvolvedores e operadores que buscam oportunidades fora do eixo Rio-São Paulo.

Os próximos trimestres serão decisivos para medir a capacidade de execução do estado. A conversão do pipeline em contratos assinados, o avanço da universalização do saneamento e a manutenção do ritmo fiscal determinarão se o Paraná consolidará sua posição como principal fronteira de infraestrutura do Brasil.

Para os membros do GRI Institute, o mapeamento dessas lideranças e a compreensão das dinâmicas institucionais do estado são ferramentas essenciais de inteligência competitiva. O Paraná oferece, hoje, uma combinação rara de escala, inovação regulatória e profundidade executiva que merece acompanhamento contínuo.

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