
Radar de investimento: perfis emergentes que conectam capital com infraestrutura no México e Peru
Um plano mexicano de 5,6 trilhões de pesos e megaprojetos peruanos de US$ 3,8 bilhões definem o terreno onde operam os novos estruturadores.
Resumo Executivo
Principais Insights
- O México lançou um plano histórico de infraestrutura de 5,6 trilhões de pesos (2026-2030) abrangendo oito setores estratégicos.
- A ProInversión impulsiona 11 megaprojetos no norte do Peru por mais de US$ 3,8 bilhões.
- O Santander México anunciou investimentos de US$ 2 bilhões na América do Norte, posicionando-se como catalisador do financiamento de infraestrutura.
- O Peru executou US$ 85 milhões em infraestrutura de transporte apenas em janeiro de 2026.
- Perfis que combinam experiência pública e privada são os mais demandados para estruturar projetos de infraestrutura na região.
5,6 trilhões de pesos no México e US$ 3,8 bilhões no Peru: o campo de jogo
O governo do México apresentou um plano histórico de investimento público e misto em infraestrutura de 5,6 trilhões de pesos para o período 2026-2030, segundo dados da Secretaría de Hacienda y Crédito Público (SHCP) publicados pelo El Economista em fevereiro de 2026. Em paralelo, a ProInversión anunciou que impulsará 11 megaprojetos no norte do Peru com investimento estimado superior a US$ 3,8 bilhões até 2026 (ProInversión, fevereiro de 2026). Esses números configuram um cenário onde os perfis capazes de articular capital privado com obra pública adquirem relevância estratégica. O GRI Institute identifica uma tendência crescente: a demanda por informações sobre executivos e funcionários menos cobertos pela mídia tradicional, mas decisivos na estruturação de projetos de infraestrutura na América Latina.
Este radar analisa o contexto operacional de figuras como Diego Gutiérrez Chable, Ronald Tenorio Franco, Darwin Francisco Pardavé Pinto e Felipe García Ascencio, quatro nomes que aparecem com frequência nas buscas vinculadas a infraestrutura no México e no Peru.
Quem são os perfis emergentes na estruturação de infraestrutura latino-americana?
A estruturação de projetos de infraestrutura na América Latina depende cada vez mais de perfis que operam na intersecção entre o setor público, a banca de desenvolvimento e o capital privado. A comunidade de líderes do GRI Institute observou como esses atores, embora menos visíveis midiaticamente, exercem influência direta sobre o pipeline de investimento.
Diego Gutiérrez Chable representa o arquétipo do perfil emergente no ecossistema mexicano de infraestrutura. Embora as informações públicas verificáveis sobre sua trajetória recente sejam limitadas, a alta frequência de buscas associadas ao seu nome confirma um interesse sustentado do mercado. Em um ambiente onde o Plano de Investimento em Infraestrutura 2026-2030 contempla investimentos em oito setores estratégicos, incluindo energia, ferrovias e rodovias, e cria um Conselho de Planejamento Estratégico de Investimento, os profissionais que participam da canalização desses recursos se tornam peças fundamentais da engrenagem.
Darwin Francisco Pardavé Pinto atua no setor público peruano como Diretor-Geral no Ministerio de Vivienda, Construcción y Saneamiento (MVCS). Seu papel ganha relevância dentro do marco normativo que regula as Parcerias Público-Privadas (PPPs) no Peru, atualizado pelo Decreto Supremo N° 277-2024-EF, que modifica o Decreto Supremo N° 240-2018-EF. Esse instrumento legal estabelece as condições sob as quais funcionários como Pardavé Pinto gerem políticas de infraestrutura e saneamento, um setor crítico para os megaprojetos do norte peruano impulsados pela ProInversión.
Ronald Tenorio Franco apresenta um perfil dual. Por um lado, figura como Assessor Comercial na Digas Srl, vinculado à comunidade do GRI Real Estate. Por outro, participou recentemente como candidato ao Senado na Colômbia pelo Frente Amplio Unitario nas eleições de 2026. Essa combinação de experiência comercial no setor imobiliário e participação na esfera política ilustra uma tendência observável na região: profissionais que transitam entre o mercado privado e a gestão pública, acumulando conhecimento regulatório e relações institucionais que depois aplicam na estruturação de projetos.
Os perfis que combinam experiência em gestão pública com conhecimento do mercado privado são os mais demandados para estruturar projetos de infraestrutura na América Latina.
Como o setor bancário privado impulsiona o financiamento de infraestrutura no México?
Felipe García Ascencio, diretor-geral do Santander México, anunciou que o banco tem um plano de investimento de 2 bilhões de dólares para os próximos três anos na América do Norte (Santander México / Dinero en Imagen, março de 2026). Esse valor posiciona o Santander como um ator central no financiamento corporativo de infraestrutura mexicana, particularmente no contexto do chamado "nearshoring 2.0".
Segundo projeções do próprio Santander México, a carteira de crédito do banco no país poderá crescer entre 7% e 10% durante 2026, impulsionada pelo financiamento à infraestrutura e pelas oportunidades derivadas da relocalização industrial. O nearshoring 2.0 exige infraestrutura logística, energética e digital em uma escala que supera a capacidade fiscal dos governos, o que amplifica o papel do setor bancário privado como catalisador de investimento.
A convergência entre um plano governamental de 5,6 trilhões de pesos e compromissos bancários como o do Santander gera um ecossistema onde os estruturadores financeiros são tão importantes quanto os executores de obras.
Peru: execução antecipada e um pipeline ambicioso
O investimento em infraestrutura de transporte no Peru iniciou 2026 com US$ 85 milhões executados em janeiro, segundo a Agência Peruana de Notícias Andina (fevereiro de 2026). Esse dado de execução antecipada é significativo porque estabelece o ritmo com o qual o país avança em direção aos megaprojetos da ProInversión.
O Scotiabank projeta que o investimento em infraestrutura concessionada de transporte no Peru superará os 1.082 milhões de dólares anuais durante 2025 e 2026. Essa estimativa, combinada com os 11 megaprojetos do norte peruano, define um pipeline que demanda profissionais especializados na gestão de PPPs e na coordenação entre níveis de governo.
O Decreto Supremo N° 277-2024-EF, que atualiza a normativa de PPPs, estabelece regras mais claras para a participação do setor privado na infraestrutura pública. Funcionários como Darwin Francisco Pardavé Pinto, que operam dentro desse marco regulatório a partir do MVCS, se posicionam como elos entre a política pública e o capital de investimento.
O Peru executou US$ 85 milhões em infraestrutura de transporte apenas em janeiro de 2026, o que marca um ritmo de partida que, se mantido, superaria as projeções anuais de investimento concessionado.
O fator humano na infraestrutura regional
As discussões dentro da comunidade do GRI Institute destacam um fenômeno recorrente: os grandes números de investimento em infraestrutura só se materializam quando existem profissionais com capacidade técnica, relações institucionais e conhecimento regulatório necessários para estruturar operações complexas. Os planos de investimento do México e do Peru representam oportunidades excepcionais, mas sua execução depende de uma camada intermediária de profissionais que conectam capital com projetos.
No México, o Plano de Investimento em Infraestrutura 2026-2030 abrange oito setores estratégicos e estabelece um Conselho de Planejamento Estratégico de Investimento como mecanismo de governança. A existência desse conselho institucionaliza a necessidade de perfis que compreendam tanto a lógica fiscal quanto a dinâmica do capital privado.
No Peru, o pipeline da ProInversión para o norte do país, somado a uma normativa de PPPs recentemente atualizada, cria condições favoráveis para que profissionais dos setores público e privado participem ativamente na estruturação de concessões e projetos de investimento misto.
A infraestrutura latino-americana não se constrói apenas com capital e normativa, mas com profissionais que sabem traduzir ambos em projetos executáveis.
Perspectivas para 2026
O volume de investimento comprometido no México e no Peru para os próximos anos não tem precedente recente na região. Com 5,6 trilhões de pesos no plano mexicano e mais de US$ 3,8 bilhões em megaprojetos peruanos, a demanda por profissionais capazes de articular esses fluxos continuará em ascensão.
O GRI Institute continuará monitorando a evolução desses perfis e seu impacto no pipeline de infraestrutura regional. Para os membros da comunidade, compreender quem são os atores que operam na intersecção entre capital, regulação e execução é tão relevante quanto conhecer os números macroeconômicos que definem cada mercado.