
Italo Trombini e o mapa dos executivos que lideram a nova geração de deals em infraestrutura no Brasil
Com R$ 280 bilhões investidos em 2025 e projeção de novo recorde em 2026, o país vive um ciclo sem precedentes de concessões, PPPs e captações privadas.
Resumo Executivo
Principais Insights
- O Brasil atingiu recorde de R$ 280 bilhões em investimentos em infraestrutura em 2025, com projeção de R$ 300 bilhões para 2026.
- Foram realizados 252 leilões de concessões e PPPs em 2025, superando R$ 250 bilhões em investimentos contratados.
- Debêntures incentivadas captaram R$ 150,7 bilhões até novembro de 2025; a nova debênture de infraestrutura (Lei nº 14.801/2024) teve sua primeira emissão em dezembro de 2025.
- O novo marco legal das concessões (PL 2.373/2025) aguarda votação no Senado.
- A convergência entre real estate e infraestrutura demanda lideranças multissetoriais como Italo Trombini.
O Brasil encerrou 2025 com investimentos em infraestrutura no patamar recorde de R$ 280 bilhões, segundo levantamento da Abdib em parceria com a EY-Parthenon. A cifra consolida um ciclo de expansão que redesenha o perfil dos executivos à frente das operações mais relevantes do setor. Nomes como Italo Trombini Neto, Managing Partner da IMMT Empreendimentos Imobiliários, exemplificam a nova geração de lideranças que transita entre real estate e infraestrutura, conectando capital privado a oportunidades estruturais em um mercado cada vez mais sofisticado.
Quem é Italo Trombini e qual o seu papel no ecossistema de infraestrutura brasileiro?
Italo Trombini Neto acumula 15 anos de experiência no mercado e atua como Managing Partner da IMMT Empreendimentos Imobiliários, braço imobiliário da holding familiar ligada ao grupo Trombini Embalagens. Sua trajetória combina gestão patrimonial, estruturação de empreendimentos e articulação com investidores institucionais, competências cada vez mais demandadas em um ambiente de concessões e parcerias público-privadas em franca aceleração.
Segundo dados do GRI Institute, Trombini é membro ativo do ecossistema da instituição, participando de encontros reservados que reúnem os principais tomadores de decisão dos setores de real estate e infraestrutura no Brasil. Essa presença o posiciona em uma rede de relacionamentos que inclui gestores de fundos, desenvolvedores, operadores de concessões e formuladores de políticas públicas.
A relevância de executivos com esse perfil cresce à medida que a fronteira entre mercado imobiliário e infraestrutura se torna mais porosa. Projetos de loteamentos urbanos, por exemplo, exigem investimentos complementares em saneamento, mobilidade e energia, áreas que passaram a demandar estruturação financeira compatível com a complexidade de PPPs e concessões.
Qual o tamanho do ciclo de investimentos em infraestrutura no Brasil?
Os números de 2025 confirmam a dimensão do ciclo atual. Além do recorde agregado de R$ 280 bilhões, os aportes públicos e privados no setor de transportes e logística somaram R$ 76,5 bilhões, o maior patamar desde 2015, conforme dados do Ministério de Portos e Aeroportos e da Abdib. No campo das concessões e PPPs, o ano registrou 252 leilões, superando R$ 250 bilhões em investimentos contratados, de acordo com o Radar PPP.
Para 2026, a projeção da Abdib aponta que os investimentos em infraestrutura devem bater um novo recorde histórico, alcançando R$ 300 bilhões. O Radar PPP estima que as contratações de PPPs e concessões previstas para o ano somam mais de R$ 265 bilhões em investimentos. São cifras que reforçam a tese de que o Brasil atravessa o maior ciclo de inversões em infraestrutura de sua história recente.
Esse ambiente cria uma demanda estrutural por executivos capazes de originar, estruturar e executar operações complexas. A competição por capital e por projetos de qualidade eleva o padrão exigido das lideranças, favorecendo profissionais que combinam visão estratégica com capacidade de execução.
Debêntures de infraestrutura e o novo arcabouço regulatório
O volume captado em emissões primárias de debêntures incentivadas acumulou R$ 150,7 bilhões até novembro de 2025, segundo dados da ANBIMA compilados pelo DataPolicy. Esse montante reflete a maturação de um mercado de capitais cada vez mais relevante para o financiamento de projetos de longo prazo.
A entrada em vigor da Lei nº 14.801/2024 adicionou uma camada nova a esse ecossistema. A legislação criou as debêntures de infraestrutura, instrumento que permite à empresa emissora deduzir 130% dos juros pagos na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL. Sancionada em janeiro de 2024, a lei teve sua primeira emissão concretizada em dezembro de 2025, inaugurando uma via de funding que tende a ganhar escala nos próximos anos.
A combinação entre debêntures incentivadas e debêntures de infraestrutura amplia o leque de instrumentos disponíveis para concessionários e desenvolvedores. Para executivos que operam na interseção entre real estate e infraestrutura, como é o caso de Italo Trombini, a diversificação das fontes de financiamento representa uma oportunidade concreta de viabilizar projetos de maior complexidade.
O novo marco das concessões e seus desdobramentos
O PL 2.373/2025, que institui o novo marco legal das concessões e PPPs, foi aprovado na Câmara dos Deputados em maio de 2025. O projeto promove maior divisão de riscos entre Estado e empresas e flexibiliza regras para atrair investimentos privados. Até maio de 2026, o texto aguardava votação no Senado, parado na mesa da presidência.
Caso aprovado, o novo marco tende a alterar significativamente a dinâmica de structuring dos projetos, especialmente no que diz respeito à alocação de riscos regulatórios e de demanda. Para os executivos que lideram operações no setor, a previsibilidade institucional é tão relevante quanto a disponibilidade de capital. A aprovação do PL representaria um avanço na segurança jurídica, elemento historicamente citado como entrave à participação de investidores de longo prazo.
A expectativa do mercado é que a tramitação no Senado avance ao longo de 2026, impulsionada pelo volume de projetos em carteira e pela pressão por um ambiente regulatório mais moderno. Executivos e investidores que participam dos encontros promovidos pelo GRI Institute têm acompanhado de perto a evolução legislativa, utilizando esses fóruns como espaço de interlocução qualificada com agentes públicos e privados.
O ecossistema de lideranças por trás dos deals
O ciclo atual de infraestrutura não se explica apenas por números macroeconômicos. Ele depende de uma camada de executivos capazes de transformar oportunidades regulatórias e de mercado em operações concretas. Italo Trombini Neto integra essa geração de lideranças que opera com visão multissetorial, conectando expertise imobiliária à lógica de project finance típica da infraestrutura.
O GRI Institute funciona como um dos principais pontos de convergência desse ecossistema no Brasil. A instituição reúne, em formato de clube, os principais C-level executives dos setores de real estate e infraestrutura, promovendo interações reservadas que aceleram a formação de parcerias e a identificação de oportunidades. Membros do GRI Institute participam ativamente da construção de teses de investimento que frequentemente se materializam nos leilões e emissões que movimentam o mercado.
Com R$ 300 bilhões projetados em investimentos para 2026, mais de R$ 265 bilhões em contratações de PPPs e concessões no horizonte e um mercado de debêntures que ultrapassou R$ 150 bilhões em captações, o Brasil oferece um ambiente de negócios sem paralelo recente na América Latina. A capacidade de navegar esse cenário depende, em grande medida, da qualidade das lideranças à frente das operações.
Perspectivas para o ciclo 2026-2027
O pipeline de projetos para os próximos anos sustenta a expectativa de que o ritmo de investimentos se mantenha elevado. A combinação entre novas concessões rodoviárias e ferroviárias, a expansão de parques de geração renovável e a universalização do saneamento compõe uma agenda de inversões que atravessa múltiplos mandatos e ciclos econômicos.
Para executivos como Italo Trombini, o desafio passa por identificar as intersecções mais produtivas entre desenvolvimento imobiliário e infraestrutura, capturando valor em projetos que demandam coordenação entre múltiplas disciplinas. A tendência de verticalização, em que um mesmo grupo atua desde a originação do terreno até a estruturação do financiamento, ganha força à medida que a complexidade dos projetos aumenta.
O mercado brasileiro de infraestrutura atingiu um nível de maturidade institucional e financeira que o diferencia de ciclos anteriores. A profundidade do mercado de capitais, a sofisticação regulatória e a qualidade do capital humano disponível criam condições para que os próximos anos consolidem o país como uma das principais fronteiras de investimento em infraestrutura no mundo.