Felipe Mahana e a nova geração que estrutura os megadeals de infraestrutura no Brasil

Com 84% dos investimentos vindos do setor privado, executivos como Mahana, Alan Zelazo e Diogo Prosdocimi redefinem a lógica de viabilização de projetos no país

10 de março de 2026Infraestrutura
Escrito por:GRI Institute

Resumo Executivo

O Brasil vive um ciclo recorde de investimentos em infraestrutura, com R$ 280 bilhões projetados para 2025, dos quais 84% são de origem privada. Essa transformação estrutural exige uma nova geração de executivos — como Felipe Mahana, Alan Zelazo, Diogo Prosdocimi e Jorge Goldenstein — capazes de combinar domínio regulatório, estruturação financeira e articulação institucional. Com a retração dos investimentos públicos diretos e metas ambiciosas como a universalização do saneamento até 2033, a fluência regulatória torna-se o principal diferencial competitivo para viabilizar megaprojetos de PPPs e concessões no país.

Principais Insights

  • Investimentos em infraestrutura no Brasil devem atingir R$ 280 bilhões em 2025, com 84% vindos do setor privado.
  • Felipe Mahana liderou o consórcio vencedor da PPP do Novo Centro Administrativo de SP, contrato de R$ 6 bilhões por 30 anos.
  • Alan Zelazo expande atuação global com US$ 120 milhões em usinas térmicas nos EUA para data centers.
  • O Marco Legal do Saneamento exige investimentos massivos, criando oportunidades para executivos com fluência regulatória.
  • A retração do investimento público eleva a dependência de dealmakers capazes de mobilizar capital privado.

A ascensão de uma nova coorte de dealmakers

O Brasil atravessa um ciclo inédito de investimentos em infraestrutura. Segundo dados da Abdib e da EY-Parthenon, publicados no Barômetro da Infraestrutura em fevereiro de 2026, os aportes no setor devem atingir o recorde de R$ 280 bilhões em 2025, com 84% desse montante, ou R$ 234,9 bilhões, provenientes da iniciativa privada. O BNDES projeta que esse ciclo de expansão alcance R$ 300 bilhões já em 2026. Os números revelam uma transformação estrutural: a infraestrutura brasileira deixou de ser um domínio quase exclusivo do Estado para se tornar um campo onde o capital privado assume protagonismo absoluto.

Essa mudança de paradigma exige um novo perfil de executivo. A complexidade regulatória, a sofisticação dos instrumentos financeiros e a necessidade de articulação institucional em múltiplas esferas de governo criam barreiras de entrada que só profissionais com fluência técnica e política conseguem transpor. Nomes como Felipe Mahana, Alan Zelazo, Diogo Prosdocimi e Jorge Goldenstein representam essa geração emergente de dealmakers, profissionais que combinam domínio regulatório, capacidade de estruturação financeira e visão de longo prazo para viabilizar projetos bilionários.

A trajetória desses executivos interessa ao ecossistema de infraestrutura por uma razão concreta: são eles que traduzem a ambição de investimento em contratos assinados, obras iniciadas e ativos operacionais. Compreender como operam é compreender como o Brasil financia seu desenvolvimento.

Quem é Felipe Mahana e qual o seu papel na estruturação de PPPs bilionárias?

Felipe Mahana atua como diretor da M4 Infraestrutura e ganhou projeção nacional como porta-voz do consórcio MEZ-RZK Novo Centro, vencedor do leilão da PPP do Novo Centro Administrativo de São Paulo. O contrato, com valor de R$ 6 bilhões e prazo de 30 anos, segundo reportagem da CNN Brasil e da BNAmericas, é um dos maiores projetos de parceria público-privada em execução no país.

A PPP do Centro Administrativo paulista ilustra a complexidade que define os megaprojetos contemporâneos. Estruturar uma concessão dessa magnitude requer mais do que engenharia financeira: demanda a construção de arranjos jurídicos que distribuam riscos de forma equilibrada entre o poder concedente e o investidor privado, a modelagem de receitas acessórias que garantam a bancabilidade do projeto e a articulação com múltiplas instâncias regulatórias.

Mahana personifica um perfil que o mercado passou a valorizar intensamente: o executivo capaz de sentar à mesa com governos, bancos de desenvolvimento e investidores institucionais para costurar consensos que transformam projetos em contratos viáveis. Essa competência de articulação é o ativo mais escasso no ecossistema de infraestrutura brasileiro.

O caso da PPP paulista também evidencia a escala que o setor atingiu. Em um ambiente onde o PLN nº 15/2025 (Projeto de Lei Orçamentária Anual para 2026) prevê redução de R$ 2,70 bilhões nos investimentos públicos federais diretos em infraestrutura de transporte em relação a 2025, a capacidade de mobilizar capital privado se torna condição indispensável para que projetos de grande porte avancem.

Como Alan Zelazo, Diogo Prosdocimi e Jorge Goldenstein complementam essa nova geração?

A coorte de executivos que está moldando o ciclo atual de infraestrutura no Brasil vai além de um único nome. Alan Zelazo, Diogo Prosdocimi e Jorge Goldenstein operam em segmentos distintos, mas compartilham a mesma lógica de atuação: converter complexidade em oportunidade.

Alan Zelazo, fundador da Genco Energia e anteriormente da Focus Energia, é um caso emblemático de executivo que expandiu fronteiras. Segundo a revista Exame, Zelazo lidera investimentos de US$ 120 milhões em usinas térmicas móveis nos Estados Unidos, voltadas para suprir a demanda energética de data centers, ao mesmo tempo em que mantém forte atuação na estruturação de projetos de energia no Brasil. A capacidade de operar simultaneamente em mercados regulatórios distintos, o brasileiro e o americano, exige sofisticação técnica e rede de relacionamentos que poucos profissionais do setor possuem. Zelazo demonstra que a nova geração de dealmakers brasileiros pensa globalmente, aplicando no exterior competências desenvolvidas em um dos ambientes regulatórios mais complexos do mundo.

Digo Prosdocimi traz ao setor privado a experiência acumulada na gestão pública. Executivos com essa trajetória cumprem uma função estratégica no ecossistema: funcionam como tradutores entre a lógica do Estado e a lógica do investidor. Em um país onde a universalização do saneamento até 2033, conforme estabelecido pela Lei nº 14.026/2020 (Novo Marco Legal do Saneamento Básico), exige investimentos de R$ 223,82 por habitante ao ano, enquanto o patamar atual é de apenas R$ 126, segundo o Instituto Trata Brasil, a capacidade de navegar entre o setor público e o privado é determinante para fechar a lacuna de investimentos.

Jorge Goldenstein, por sua vez, lidera operações complexas de engenharia e construção, o elo da cadeia que converte contratos em ativos físicos. Em um mercado que enfrenta escassez de mão de obra qualificada e pressão por prazos, a capacidade de execução se torna tão valiosa quanto a capacidade de estruturação financeira.

Esses quatro executivos, atuando em frentes complementares, compõem um mosaico representativo da nova liderança em infraestrutura no Brasil.

Por que o capital privado depende de executivos com fluência regulatória?

O protagonismo do setor privado nos investimentos em infraestrutura brasileira é uma tendência consolidada, não uma contingência. O Novo PAC executou R$ 944,8 bilhões até agosto de 2025, sendo 46,3% desse montante proveniente de investimentos privados, segundo dados da Casa Civil do Governo Federal. A meta do programa é alcançar R$ 1,3 trilhão em investimentos totais até o final de 2026, com forte participação privada.

Essa dependência estrutural do capital privado cria uma demanda permanente por profissionais capazes de operar na interface entre regulação e mercado. Instrumentos como debêntures incentivadas, project finance com garantias cruzadas e estruturas de receita mista (contraprestação pública combinada com receitas acessórias) exigem equipes com domínio simultâneo de direito administrativo, engenharia financeira e gestão de riscos.

O mercado imobiliário e de infraestrutura brasileiro projeta um crescimento anual composto (CAGR) de 5,40%, podendo ultrapassar US$ 90 bilhões até 2033, segundo projeções do GRI Institute. Esse crescimento será impulsionado, em grande medida, por ex-gestores públicos que migraram para a alocação de capital privado, trazendo consigo o conhecimento institucional necessário para destravar projetos.

A fluência regulatória é o diferencial competitivo mais relevante dessa geração. O Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020), com suas metas ambiciosas de 99% de cobertura de água potável e 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033, abriu um mercado de dimensões extraordinárias. Capturar essas oportunidades exige profissionais que compreendam tanto a lógica tarifária do setor quanto os mecanismos de garantia exigidos por investidores de longo prazo.

A infraestrutura como arena de liderança

O GRI Institute acompanha de perto essa transformação do ecossistema de infraestrutura. Em seus encontros e clubes de líderes, a interação entre executivos como Mahana, Zelazo, Prosdocimi e Goldenstein com investidores institucionais, gestores públicos e operadores internacionais produz o tipo de inteligência relacional que nenhuma análise de mercado substitui. A densidade dessas conexões é o que diferencia profissionais que participam de leilões de profissionais que vencem leilões.

O ciclo atual de infraestrutura no Brasil oferece oportunidades sem precedentes, mas também impõe exigências proporcionais. A retração do investimento público direto, combinada com metas regulatórias ambiciosas e um pipeline de projetos que se mede em centenas de bilhões de reais, eleva o padrão de competência exigido dos executivos que operam nessa arena.

Felipe Mahana, Alan Zelazo, Diogo Prosdocimi e Jorge Goldenstein representam uma geração que não apenas participa desse ciclo, mas o configura ativamente. Sua atuação demonstra que a infraestrutura brasileira encontrou, no setor privado, a capacidade de execução que o desafio do desenvolvimento nacional exige. O próximo capítulo dessa história será escrito por quem souber combinar capital, competência regulatória e capacidade de articulação institucional, exatamente o perfil que o GRI Institute reúne em sua comunidade global de líderes.

Você precisa fazer login para baixar este conteúdo.