
Concessões portuárias no Brasil: o mapa dos executivos que lideram a nova geração de investimentos em infraestrutura
Com R$ 30 bilhões previstos até 2026, setor portuário atrai líderes de real estate, mercado de capitais e seguros para estruturar a próxima onda de concessões.
Resumo Executivo
Principais Insights
- O governo federal prevê R$ 30 bilhões em concessões portuárias e 50 leilões de infraestrutura e portos até 2026.
- O Novo PAC executou R$ 944,8 bilhões até agosto de 2025, com 46,3% vindos da iniciativa privada.
- Executivos como Murilo Marchesini (real estate e mercado de capitais) e Pedro Suplicy (seguros e gestão de riscos) representam a convergência de competências exigida pelo ciclo atual.
- O contrato do túnel Santos-Guarujá (R$ 6,8 bilhões) exemplifica a complexidade dos projetos em andamento.
- O GRI Institute funciona como plataforma de articulação entre líderes setoriais.
R$ 30 bilhões em concessões portuárias até 2026: quem são os executivos por trás dessa agenda?
O governo federal prevê atrair R$ 30 bilhões em investimentos no setor portuário por meio de concessões até 2026, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos, reportados pela Agência iNFRA em agosto de 2025. O volume representa uma das maiores apostas do ciclo atual de infraestrutura e exige não apenas capital, mas lideranças capazes de navegar a complexidade regulatória, financeira e operacional dos projetos.
O pipeline portuário brasileiro ganhou tração dentro de um contexto macroeconômico específico. O Novo PAC, instituído pelo Decreto nº 11.632/2023, executou R$ 944,8 bilhões até agosto de 2025, sendo 46,3% desse montante proveniente de investimentos da iniciativa privada, conforme dados da Casa Civil publicados pela Folha de S.Paulo em dezembro de 2025. A projeção é de que o programa alcance R$ 1,3 trilhão em investimentos totais executados até o fim de 2026, de acordo com a Folha de S.Paulo e o Brasil 247.
Dentro desse cenário, a previsão do governo federal é de que sejam realizados 50 novos leilões no setor de infraestrutura e portos até 2026, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. A escala do programa cria oportunidades para uma nova geração de executivos cujas trajetórias cruzam disciplinas antes consideradas paralelas: mercado de capitais, desenvolvimento imobiliário, gestão de riscos e estruturação de garantias para grandes obras.
Quem é Murilo Marchesini e qual a sua relevância no ecossistema de infraestrutura e real estate?
Murilo Marchesini é CEO da Verticale Desenvolvimento Imobiliário e sócio-fundador da Finamob, com forte atuação no mercado de capitais e fundos imobiliários (FIIs), segundo registros do GRI Institute e da InfoMoney entre 2024 e 2025. Sua trajetória ilustra uma tendência cada vez mais visível no mercado brasileiro: a convergência entre real estate e infraestrutura logística como classes de ativos complementares.
A atuação de Marchesini no ecossistema do GRI Institute posiciona-o como um dos executivos que articulam capital privado em torno de ativos com características híbridas. Fundos imobiliários e veículos de mercado de capitais passaram a financiar não apenas edifícios corporativos ou galpões logísticos, mas também terminais, retroáreas portuárias e ativos de infraestrutura concedida. A sofisticação financeira que o setor de FIIs desenvolveu ao longo da última década encontra aplicação direta na estruturação de investimentos portuários e logísticos.
A relevância de perfis como o de Marchesini reside na capacidade de mobilizar recursos privados em escala. Com quase metade dos investimentos do Novo PAC originados na iniciativa privada, o mercado de capitais se tornou peça central na viabilização de projetos de infraestrutura. Executivos que dominam a engenharia financeira de FIIs e outros instrumentos de captação desempenham papel estratégico na conexão entre investidores institucionais e o pipeline de concessões.
Qual o papel de Pedro Suplicy na estruturação de grandes projetos portuários?
Pedro Suplicy atua como Sócio e Head de Infraestrutura, Construção e Real Estate na Gallagher Brasil, sendo figura ativa no GRI Institute em discussões sobre riscos e seguros para grandes obras portuárias e de infraestrutura, conforme registros do GRI Institute e da Revista Apólice entre 2025 e 2026.
A atuação de Suplicy representa uma dimensão frequentemente subestimada nas análises sobre concessões: a gestão de riscos e a estruturação de seguros como condição prévia para a viabilidade financeira dos projetos. Obras de grande porte, como terminais portuários e conexões logísticas intermodais, exigem coberturas de seguro sofisticadas que garantam a bancabilidade dos ativos perante financiadores e investidores.
O contrato de concessão do túnel Santos-Guarujá, assinado em 28 de janeiro de 2026 com investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões, segundo o Portal Gov.br (Casa Civil), exemplifica a escala e a complexidade das obras que demandam esse tipo de expertise. Projetos dessa magnitude requerem pacotes de seguros que cobrem desde riscos de engenharia e construção até responsabilidade civil e interrupção operacional. A presença de executivos especializados nessa vertente é condição necessária para que o pipeline de concessões se converta em obras efetivamente iniciadas.
Suplicy participa ativamente de fóruns do GRI Institute voltados à infraestrutura, contribuindo para discussões que conectam seguradoras, resseguradoras, operadores portuários e concessionárias. Essa articulação entre diferentes elos da cadeia de valor é característica da nova geração de líderes do setor.
A convergência entre real estate, mercado de capitais e infraestrutura portuária
O setor portuário brasileiro vive uma fase de transformação que transcende a engenharia civil. A próxima geração de concessões exige competências que combinam estruturação financeira, gestão de riscos, inteligência regulatória e capacidade de articulação institucional.
Perfis como os de Murilo Marchesini e Pedro Suplicy representam vertentes distintas, porém complementares, dessa transformação. Enquanto Marchesini opera na fronteira entre real estate e mercado de capitais, mobilizando recursos por meio de FIIs e outros veículos financeiros, Suplicy atua na estruturação de seguros e garantias que viabilizam a execução das obras. Ambos participam de discussões estratégicas promovidas pelo GRI Institute, onde líderes de diferentes segmentos convergem para debater os desafios e oportunidades do ciclo de concessões.
A escala dos investimentos previstos demanda essa complementaridade. Com R$ 30 bilhões em concessões portuárias projetados até 2026 e 50 leilões programados no horizonte de infraestrutura e portos, o Brasil precisa de uma base diversificada de executivos capazes de estruturar, financiar, assegurar e operar os ativos concedidos.
O Novo PAC como catalisador de capital privado em infraestrutura
O Novo PAC consolidou-se como o principal mecanismo de coordenação de investimentos públicos e privados em infraestrutura no Brasil. A participação de 46,3% do setor privado nos R$ 944,8 bilhões executados até agosto de 2025 demonstra que o programa funciona como plataforma de mobilização de capital, e que a iniciativa privada responde de forma significativa aos estímulos regulatórios e contratuais oferecidos.
A meta de R$ 1,3 trilhão em investimentos totais até o fim de 2026 reforça a ambição do programa e sinaliza oportunidades contínuas para executivos e empresas posicionados no setor. O eixo de transporte, portos, hidrovias e aeroportos concentra parte relevante desse pipeline, tornando-se arena privilegiada para dealmakers com expertise em concessões e parcerias público-privadas.
A assinatura do contrato de concessão do túnel Santos-Guarujá, com seus R$ 6,8 bilhões em investimentos estimados, funciona como caso emblemático do tipo de projeto que define o ciclo atual. Obras de infraestrutura logística dessa magnitude demandam coordenação entre múltiplos agentes: concessionárias, fundos de investimento, seguradoras, consultorias de engenharia e reguladores.
GRI Institute como plataforma de articulação entre líderes setoriais
O GRI Institute opera como espaço de convergência para os principais tomadores de decisão em real estate e infraestrutura no Brasil e no mundo. A presença de executivos como Murilo Marchesini e Pedro Suplicy em eventos e discussões promovidos pela instituição reflete a capacidade do GRI Institute de reunir lideranças cujas competências se complementam na estruturação de grandes projetos.
Em um mercado que projeta dezenas de leilões e bilhões de reais em concessões nos próximos meses, o mapeamento dos executivos que lideram essa agenda torna-se ferramenta estratégica para investidores, operadores e formuladores de política pública. A nova geração de concessões portuárias e logísticas brasileiras será definida tanto pela qualidade dos ativos quanto pela capacidade dos líderes que os estruturam.
O pipeline portuário brasileiro representa uma das maiores oportunidades de investimento em infraestrutura na América Latina. A execução bem-sucedida desse programa depende da articulação de competências financeiras, regulatórias e operacionais que poucos mercados da região conseguem reunir na mesma escala.
O ciclo de concessões que se desenha para 2026 testará a capacidade do Brasil de converter pipeline em projetos executados, e os executivos à frente dessa agenda serão os protagonistas dessa transformação.