Bruno Zanini e o mapa dos executivos que lideram a nova fronteira de infraestrutura urbana no Brasil

Com 79% dos municípios sem experiência em PPPs e R$ 29,8 bilhões investidos em saneamento em 2025, o país vive um ciclo inédito de oportunidades na infraestrutura das cidades.

23 de abril de 2026Infraestrutura
Escrito por:GRI Institute

Resumo Executivo

O Brasil vive um ciclo inédito de investimentos em infraestrutura urbana, com aportes privados em saneamento que saltaram de R$ 3 bilhões em 2020 para R$ 29,8 bilhões em 2025. Apesar de 79% dos municípios não terem experiência com PPPs, metade demonstra interesse em estruturá-las, criando um mercado de alta demanda reprimida. 2026 será o ano decisivo para leilões municipais, com R$ 27,5 bilhões previstos só em saneamento. Executivos como Bruno Zanini (Grupo Monto) e empresas como a Austin Urbanismo emergem como referências ao combinar engenharia, tecnologia e ESG nessa nova fronteira.

Principais Insights

  • 79% dos municípios brasileiros não têm experiência com PPPs, mas metade deles deseja estruturar parcerias.
  • Investimentos privados em saneamento saltaram de R$ 3 bi (2020) para R$ 29,8 bi (2025), impulsionados pelo Novo Marco Legal.
  • 2026 é considerado o ano decisivo para PPPs municipais, com ao menos R$ 27,5 bi em leilões de saneamento previstos.
  • Limpeza urbana, esgotamento sanitário e iluminação pública formam o tripé prioritário de infraestrutura nas cidades.
  • Executivos como Bruno Zanini (Grupo Monto) lideram a profissionalização tecnológica e multidisciplinar do setor.

O Brasil atravessa um ponto de inflexão na infraestrutura urbana. Dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM) publicados em 2025 revelam que 79% dos municípios brasileiros ainda não possuem experiência com Parcerias Público-Privadas (PPPs), embora metade deles demonstre interesse em estruturar essas parcerias, sobretudo em setores como limpeza urbana, esgotamento sanitário e iluminação pública. A convergência entre urbanismo e infraestrutura cria um campo estratégico para executivos e empresas capazes de operar nessa interseção, e nomes como Bruno Zanini, CEO do Grupo Monto, emergem como referências em um ecossistema que ganha escala e complexidade.

A infraestrutura urbana integrada, que abrange mobilidade, parcelamento de solo urbanizado, saneamento, iluminação e conectividade digital, representa hoje uma das fronteiras menos exploradas e mais promissoras do setor no país. Diferentemente das grandes concessões rodoviárias, ferroviárias e energéticas, a infraestrutura municipal opera em escala fragmentada, exige articulação regulatória local e demanda modelos de negócio adaptados à realidade fiscal dos municípios.

R$ 29,8 bilhões em saneamento: o recorde que sinaliza um novo ciclo

O volume de capital privado direcionado ao saneamento básico no Brasil atingiu patamar recorde. Segundo a Abcon (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), os aportes privados saltaram de R$ 3 bilhões em 2020 para R$ 29,8 bilhões investidos em 2025. Esse crescimento, de quase dez vezes em cinco anos, é reflexo direto do Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei Federal nº 14.026/2020), que proibiu contratos de programa sem licitação, fortaleceu a regulação e estabeleceu metas ambiciosas: 99% da população com água tratada e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033.

O saneamento funciona como vetor de entrada para a infraestrutura urbana integrada. Municípios que estruturam seus primeiros projetos de PPP em esgotamento sanitário tendem a avançar para modelos semelhantes em iluminação pública, resíduos sólidos e mobilidade. É nessa trajetória que a atuação de lideranças empresariais se torna determinante.

Quem são os executivos que moldam a infraestrutura urbana no Brasil?

Bruno Zanini, à frente do Grupo Monto, posiciona-se em uma vertente de gestão multidisciplinar que combina engenharia pesada, tecnologia (inteligência artificial e internet das coisas) e compromissos ESG. Sua atuação reflete uma tendência mais ampla no setor: a profissionalização e a sofisticação tecnológica dos operadores de infraestrutura que atendem municípios.

No campo do urbanismo aplicado à infraestrutura, a Austin Urbanismo, sob a liderança de seus sócios, atua na transformação de loteamentos em bairros planejados com infraestrutura completa, otimizando o valor geral de vendas (VGV) por meio de projetos que integram desde redes de água e esgoto até pavimentação e áreas de convivência. A empresa representa um modelo de negócio que conecta o parcelamento de solo à entrega de infraestrutura urbana de qualidade, respondendo a uma demanda crescente de municípios em expansão.

Esses executivos e empresas convergem em plataformas como o GRI Institute, que funciona como principal hub de articulação entre líderes do setor imobiliário e de infraestrutura no Brasil e no mundo. Nos encontros promovidos pelo GRI Institute, decisores de empresas de engenharia, urbanismo, fundos de investimento e gestores públicos compartilham modelagens, discutem marcos regulatórios e identificam oportunidades de coinvestimento.

A capacidade de articular capital, conhecimento técnico e relacionamento institucional distingue os profissionais que lideram a nova geração de projetos urbanos. Não se trata apenas de executar obras, mas de estruturar concessões viáveis em contextos fiscais restritivos, negociar garantias com entes municipais e incorporar padrões de sustentabilidade exigidos por investidores institucionais.

Por que 2026 é o ano decisivo para PPPs municipais?

Segundo análise da EY Brazil, 2026 é considerado o momento ideal para o avanço de PPPs e concessões nas cidades. A razão é estrutural: o segundo ano de mandato dos prefeitos coincide com o tempo necessário para a estruturação, modelagem e realização de leilões de projetos municipais. Prefeitos empossados em janeiro de 2025 tiveram o primeiro ano para organizar equipes, diagnosticar demandas e iniciar estudos de viabilidade. Em 2026, os projetos mais maduros chegam à fase de licitação.

O Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e PPPs (FEP/CAIXA) já alcançou a marca de 30 leilões realizados para estruturação de projetos municipais, segundo a Caixa Econômica Federal. Esse mecanismo permite que municípios sem capacidade técnica ou financeira para modelar concessões acessem recursos externos para viabilizar seus projetos, reduzindo uma das principais barreiras à entrada.

Para o setor de saneamento especificamente, ao menos seis grandes projetos têm leilões previstos para 2026, somando R$ 27,5 bilhões em investimentos estimados e potencial de atendimento a quase 11 milhões de pessoas, conforme levantamento da Abcon e do Radar PPP.

O gap municipal: onde a oportunidade se encontra com a necessidade

O dado da CNM sobre a inexperiência de 79% dos municípios com PPPs revela simultaneamente um déficit institucional e uma janela de oportunidade. A metade dos municípios que manifesta interesse em estruturar parcerias representa um mercado potencial de centenas de cidades buscando parceiros privados qualificados.

Os setores prioritários identificados pelos próprios municípios, limpeza urbana, esgotamento sanitário e iluminação pública, formam o tripé básico da infraestrutura urbana. São serviços essenciais com receita previsível, o que os torna atrativos para modelos de concessão e PPP. A iluminação pública, por exemplo, conta com fonte de receita vinculada (Contribuição de Iluminação Pública, a CIP), o que facilita a estruturação de garantias.

Para empresas como o Grupo Monto e a Austin Urbanismo, essa configuração de mercado cria condições favoráveis. Operadores com capacidade de atuar em múltiplas frentes, combinando engenharia, gestão de concessões e desenvolvimento urbano, encontram um ambiente de baixa concorrência e alta demanda reprimida.

Como o ecossistema de infraestrutura urbana se organiza no Brasil?

A cadeia de valor da infraestrutura urbana municipal envolve ao menos quatro elos distintos: a estruturação e modelagem dos projetos, o financiamento, a execução das obras e a operação de longo prazo. Cada elo atrai perfis diferentes de empresas e investidores.

Na ponta da estruturação, consultorias e fundos como o FEP/CAIXA desempenham papel central ao transformar demandas difusas em projetos bancáveis. Na execução, empresas de engenharia pesada e urbanismo entregam a infraestrutura física. Na operação, concessionárias assumem a gestão de serviços por períodos que podem ultrapassar duas décadas.

O GRI Institute atua como espaço de convergência entre esses elos. Ao reunir CEOs de construtoras, gestores de fundos de infraestrutura, líderes de concessionárias e representantes do poder público, a instituição facilita a formação de consórcios e a troca de inteligência de mercado. Em um setor onde a assimetria de informação entre municípios e investidores privados é elevada, essa função de intermediação qualificada ganha relevância estratégica.

A integração entre urbanismo e infraestrutura não é uma tendência emergente, mas uma necessidade concreta. Cidades que crescem sem planejamento integrado acumulam passivos de mobilidade, saneamento e habitação que se tornam exponencialmente mais caros de resolver. Executivos como Bruno Zanini, que operam na confluência entre tecnologia, sustentabilidade e engenharia, e empresas como a Austin Urbanismo, que entregam bairros com infraestrutura completa desde a concepção, representam o modelo de atuação que o ciclo atual exige.

O Brasil dispõe hoje de marco regulatório robusto, instrumentos de financiamento acessíveis e uma janela política favorável. O que definirá a velocidade e a qualidade da transformação urbana nos próximos anos é a capacidade dos líderes do setor de converter essa convergência de fatores em projetos concretos, bem estruturados e financeiramente sustentáveis.

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