GRI InstituteGustavo Favaron para Forbes: Crise habitacional global impacta compra e aluguel de imóveis
Global CEO do GRI Institute analisou esse fenômeno estrutural e as suas consequências para o mercado imobiliário em nova entrevista
27 de fevereiro de 2026Mercado Imobiliário
Escrito por:Isabella Toledo
Principais Insights
- Em entrevista à Forbes, Gustavo Favaron descreveu a crise global de moradia como uma "epidemia mundial", destacando as pressões estruturais que dificultam a compra e aumentam os aluguéis devido a custos elevados e disparidade entre preços e salários.
- Ele observa que a alta demanda por locação não acompanha a oferta de imóveis, resultando em aluguéis mais caros em grandes cidades, e essa pressão deve continuar sem um aumento significativo na oferta.
- O modelo multifamily, com foco em imóveis para locação, surge como uma solução estratégica já observada em mercados maduros como Nova York e com grande potencial para adoção no Brasil.
A crise global de moradia tem se mostrado um dos maiores desafios enfrentados por diversos países, impactando diretamente o acesso à casa própria e ao aluguel em mercados ao redor do mundo.
Em entrevista à Forbes, Gustavo Favaron, Global CEO do GRI Institute, compartilhou sua visão sobre esse fenômeno global e as suas consequências para o mercado imobiliário.
Através de uma análise crítica, Favaron destaca as pressões estruturais que afetam tanto a compra quanto o aluguel de imóveis, e como o modelo multifamily pode representar uma solução estratégica para incorporadoras e investidores.
"Está mais difícil comprar imóvel praticamente no mundo todo, e o aluguel está subindo com força", observa o executivo.
De acordo com ele, a combinação de aumento de custos de construção, terrenos mais caros e a disparidade entre preços de imóveis e salários tem pressionado tanto compradores quanto inquilinos.
A situação não é apenas conjuntural, mas estrutural - Favaron destaca que, enquanto o custo de construção continuar a subir e a renda não acompanhar, a dificuldade em acessar a moradia deve persistir.
Diante desse cenário desafiador, o CEO deixa um conselho claro para aqueles que estão decidindo entre comprar ou alugar: "Quem tem condições de comprar agora, compre. Não vejo uma perspectiva estrutural de queda de preços".
Para ele, mesmo que possam ocorrer ajustes pontuais em determinados bairros ou momentos específicos, a dificuldade de acesso à moradia globalmente não está diminuindo. Pelo contrário, ela tende a aumentar.
No entanto, a oferta de imóveis para aluguel não acompanha esse crescimento. "Os aluguéis subiram mais do que o dobro da inflação, e proporcionalmente mais do que o preço dos imóveis", explica.
Essa disparidade entre a oferta de imóveis e a demanda por locação tem gerado aluguéis cada vez mais caros em grandes cidades ao redor do mundo, como Londres e Nova York.
Para o CEO, essa pressão sobre os preços dos aluguéis não mostra sinais de diminuição, especialmente se a oferta de imóveis para locação não aumentar de forma significativa.
Favaron explica que, em cidades como Nova York, as incorporadoras já perceberam essa tendência há anos e começaram a construir para alugar, não apenas para vender - o que permite que as empresas construam e gerenciem grandes carteiras de unidades de aluguel, aproveitando a alta demanda e a valorização dos aluguéis.
No Brasil, ele acredita que o modelo multifamily tem grande potencial para crescer, apesar de ser uma mudança gradual para muitas incorporadoras que ainda estão focadas no modelo tradicional de venda de unidades.
"Se a demanda por aluguel continuar crescendo, o mercado vai precisar se adaptar", afirma o Global CEO do GRI Institute.
Em entrevista à Forbes, Gustavo Favaron, Global CEO do GRI Institute, compartilhou sua visão sobre esse fenômeno global e as suas consequências para o mercado imobiliário.
Através de uma análise crítica, Favaron destaca as pressões estruturais que afetam tanto a compra quanto o aluguel de imóveis, e como o modelo multifamily pode representar uma solução estratégica para incorporadoras e investidores.
A crise global de moradia
Favaron aponta que o problema não é pontual, mas sim uma "epidemia mundial de moradia", refletindo uma tendência global que afeta a compra e o aluguel de imóveis."Está mais difícil comprar imóvel praticamente no mundo todo, e o aluguel está subindo com força", observa o executivo.
De acordo com ele, a combinação de aumento de custos de construção, terrenos mais caros e a disparidade entre preços de imóveis e salários tem pressionado tanto compradores quanto inquilinos.
A situação não é apenas conjuntural, mas estrutural - Favaron destaca que, enquanto o custo de construção continuar a subir e a renda não acompanhar, a dificuldade em acessar a moradia deve persistir.
Diante desse cenário desafiador, o CEO deixa um conselho claro para aqueles que estão decidindo entre comprar ou alugar: "Quem tem condições de comprar agora, compre. Não vejo uma perspectiva estrutural de queda de preços".
Para ele, mesmo que possam ocorrer ajustes pontuais em determinados bairros ou momentos específicos, a dificuldade de acesso à moradia globalmente não está diminuindo. Pelo contrário, ela tende a aumentar.
O efeito no comportamento das famílias
Segundo Favaron, apesar das dificuldades para comprar imóveis, a vida segue. "As pessoas continuam casando, tendo filhos, saindo da casa dos pais, mudando de cidade", e isso aumenta a demanda por locação.No entanto, a oferta de imóveis para aluguel não acompanha esse crescimento. "Os aluguéis subiram mais do que o dobro da inflação, e proporcionalmente mais do que o preço dos imóveis", explica.
Essa disparidade entre a oferta de imóveis e a demanda por locação tem gerado aluguéis cada vez mais caros em grandes cidades ao redor do mundo, como Londres e Nova York.
Para o CEO, essa pressão sobre os preços dos aluguéis não mostra sinais de diminuição, especialmente se a oferta de imóveis para locação não aumentar de forma significativa.
A mudança para o modelo multifamily
Uma das grandes soluções para esse problema, observadas principalmente em mercados maduros, é a adoção do modelo multifamily, onde as incorporadoras desenvolvem imóveis com o foco específico em locação.Favaron explica que, em cidades como Nova York, as incorporadoras já perceberam essa tendência há anos e começaram a construir para alugar, não apenas para vender - o que permite que as empresas construam e gerenciem grandes carteiras de unidades de aluguel, aproveitando a alta demanda e a valorização dos aluguéis.
No Brasil, ele acredita que o modelo multifamily tem grande potencial para crescer, apesar de ser uma mudança gradual para muitas incorporadoras que ainda estão focadas no modelo tradicional de venda de unidades.
"Se a demanda por aluguel continuar crescendo, o mercado vai precisar se adaptar", afirma o Global CEO do GRI Institute.