Henrique Damico e o mapa dos executivos que lideram a nova geração de projetos de infraestrutura no Brasil

Com investimentos recordes de R$ 280 bilhões em 2025 e projeção de R$ 300 bilhões para 2026, o setor atrai gestoras especializadas como a Lumina Capital Management

17 de junho de 2026Infraestrutura
Escrito por:GRI Institute

Resumo Executivo

O Brasil registrou investimentos recordes de R$ 280 bilhões em infraestrutura em 2025, com o capital privado respondendo por 84% do total. A projeção para 2026 é de R$ 300 bilhões, embora o país ainda precise de cerca de R$ 500 bilhões anuais para suprir seus gargalos. Debêntures de infraestrutura e um novo marco regulatório de concessões impulsionam o ciclo. Nesse contexto, executivos como Henrique Damico, sócio fundador da Lumina Capital Management e membro do GRI Institute, representam a ascensão de gestoras independentes especializadas em crédito estruturado, ocupando espaço antes dominado por bancos públicos no financiamento de projetos de longo prazo.

Principais Insights

  • Investimentos em infraestrutura no Brasil atingiram recorde de R$ 280 bilhões em 2025, com 84% oriundos do setor privado.
  • Projeção para 2026 é de R$ 300 bilhões, mas o gap estimado é de quase R$ 500 bilhões anuais.
  • Debêntures de infraestrutura ganharam novo impulso com a Lei nº 14.801/2024, que beneficia empresas emissoras com dedução fiscal.
  • O PL 2.373/2025 busca modernizar o marco regulatório de concessões e PPPs.
  • Gestoras independentes como a Lumina Capital Management assumem protagonismo no financiamento de projetos.

Os investimentos em infraestrutura no Brasil atingiram o recorde de R$ 280 bilhões em 2025, com 84% desse valor originado do setor privado, segundo dados da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) divulgados pela CNN Brasil. O dado revela uma transformação estrutural: o capital privado deixou de ser complementar e passou a ser o motor principal da expansão da infraestrutura nacional. Nesse contexto, executivos que estruturam veículos de investimento e alocam capital em projetos de longo prazo assumem protagonismo crescente. Henrique Augusto D'Amico, Sócio Fundador da Lumina Capital Management, é um dos nomes que integram essa nova geração de líderes do setor.

Quem é Henrique Damico e qual o seu papel no ecossistema de infraestrutura?

Henrique Damico atua como Sócio Fundador da Lumina Capital Management, gestora focada em crédito e equity na América Latina. Seu histórico profissional inclui passagem por fundos de investimento especializados em situações especiais e crédito, o que o posiciona em um segmento estratégico para a infraestrutura brasileira: a estruturação de capital privado destinado a projetos de concessões, parcerias público-privadas e ativos reais.

Damico é membro listado no diretório de Infraestrutura e Real Estate do GRI Institute, o que o conecta a uma rede global de tomadores de decisão que atuam na originação, estruturação e execução de projetos de grande porte. O GRI Institute funciona como ponto de convergência para CEOs, sócios fundadores e presidentes de empresas que definem a alocação de capital no setor.

A relevância de profissionais com esse perfil se torna evidente quando se observa a composição do investimento em infraestrutura no país. Com o setor privado respondendo por mais de quatro quintos dos aportes, gestoras especializadas em crédito estruturado, debêntures e equity exercem influência direta sobre quais projetos avançam e em que condições de financiamento.

R$ 280 bilhões em 2025: o que os números revelam sobre o ciclo atual

O recorde de investimentos registrado em 2025 traduz um ciclo virtuoso que combina três elementos: volume crescente de concessões federais e estaduais, amadurecimento do mercado de capitais como fonte de funding para infraestrutura e um arcabouço regulatório em atualização.

No segmento de transportes e logística, os aportes públicos e privados alcançaram cerca de R$ 76,5 bilhões, o maior volume registrado desde 2015, conforme dados do Ministério de Portos e Aeroportos e do Livro Azul da Infraestrutura da Abdib. Esse montante reflete a aceleração de contratos rodoviários, ferroviários e portuários que estavam represados nos anos anteriores.

Pelo lado das concessões, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) realizou 45 entregas entre leilões e contratos em 2025, representando um potencial de R$ 137,7 bilhões em investimentos para a infraestrutura nacional, segundo a Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional. O pipeline de projetos indica que a demanda por capital privado permanecerá elevada nos próximos anos.

A projeção da Abdib aponta que o Brasil deve bater um novo recorde histórico em 2026, com investimentos totais previstos de R$ 300 bilhões. Apesar dos avanços consecutivos, a associação estima que o investimento necessário para modernizar a infraestrutura brasileira e solucionar seus gargalos logísticos é de quase R$ 500 bilhões anuais, o que evidencia a distância entre o patamar atual e a necessidade real do país.

Como as debêntures de infraestrutura estão transformando o financiamento de projetos?

O mercado de capitais consolidou-se como peça central no financiamento da infraestrutura brasileira. Nos primeiros cinco meses de 2026, as emissões de debêntures totalizaram R$ 146,3 bilhões, com 43,1% dos recursos destinados a investimentos em infraestrutura, conforme dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Isso significa que mais de R$ 63 bilhões em debêntures emitidas entre janeiro e maio foram canalizados para o setor.

A Lei nº 14.801/2024, sancionada e regulamentada pelo Decreto nº 11.964/2024, criou uma nova modalidade de debêntures de infraestrutura que se distingue das debêntures incentivadas tradicionais. Enquanto as incentivadas concedem isenção tributária ao investidor pessoa física, as novas debêntures beneficiam as empresas emissoras por meio da dedução adicional de juros da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Essa mudança amplia o incentivo para que concessionárias e operadoras de infraestrutura acessem o mercado de capitais de forma mais competitiva.

Para gestoras como a Lumina Capital Management, que operam na interseção entre crédito estruturado e ativos reais, esse novo instrumento representa uma expansão significativa do universo de oportunidades. A capacidade de analisar risco de crédito em projetos de infraestrutura, estruturar operações e alocar capital em debêntures de diferentes perfis de risco e retorno torna-se uma competência cada vez mais valorizada pelo mercado.

O novo marco das concessões e o ambiente regulatório em evolução

Além do avanço nos instrumentos de financiamento, o arcabouço regulatório das concessões passa por uma revisão profunda. O Projeto de Lei 2.373/2025 busca modernizar a legislação vigente das concessões e parcerias público-privadas, que hoje se ancora nas Leis 8.987/95 e 11.079/04. O texto propõe maior flexibilidade contratual, mecanismos mais ágeis de reequilíbrio econômico-financeiro e um modelo mais eficiente de compartilhamento de riscos entre poder concedente e operadores privados.

O projeto tramita no Congresso Nacional com prioridade na agenda legislativa 2025-2026, apoiado pelo Pacto pela Infraestrutura. Se aprovado, o novo marco tende a reduzir a litigiosidade que historicamente encarece os projetos e afasta investidores, especialmente estrangeiros. Para executivos que atuam na alocação de capital, a previsibilidade regulatória é tão determinante quanto a taxa de retorno dos projetos.

A combinação de instrumentos financeiros mais sofisticados com um ambiente regulatório em aprimoramento cria condições favoráveis para que gestoras especializadas ampliem sua atuação. O perfil de Henrique Damico, com experiência em crédito e situações especiais, se insere com precisão nessa dinâmica: a infraestrutura brasileira demanda capital paciente, análise de risco granular e capacidade de navegar estruturas contratuais complexas.

O mapa dos executivos que definem o fluxo de capital

O ecossistema de infraestrutura no Brasil é moldado por uma rede de executivos de alto nível que atuam em concessionárias, gestoras de recursos, bancos de investimento, seguradoras e órgãos reguladores. A densidade dessa rede determina a velocidade com que projetos saem do papel e atingem maturidade operacional.

No diretório de membros do GRI Institute, é possível identificar os profissionais que ocupam posições de decisão em cada elo da cadeia de valor da infraestrutura. CEOs de concessionárias definem prioridades de investimento. Sócios fundadores de gestoras estruturam o capital. Presidentes de construtoras executam as obras. A interação entre esses agentes, frequentemente viabilizada por plataformas como os encontros setoriais do GRI Institute, acelera a formação de parcerias e a conclusão de transações.

Henrique Damico representa o perfil do gestor de recursos que atua na fronteira entre o mercado financeiro e a economia real. Sua presença no ecossistema do GRI Institute evidencia o papel crescente das gestoras independentes na cadeia de financiamento da infraestrutura, um espaço que antes era dominado quase exclusivamente por bancos públicos e grandes instituições financeiras.

Com o setor privado sustentando 84% dos investimentos em infraestrutura e o mercado de debêntures canalizando dezenas de bilhões para o setor a cada trimestre, a identificação dos executivos que comandam essa alocação de capital deixou de ser uma curiosidade e tornou-se informação estratégica. Compreender quem estrutura, quem decide e quem executa é fundamental para qualquer agente que pretenda participar do ciclo de expansão da infraestrutura brasileira.

O momento do mercado é inequívoco. O recorde de R$ 280 bilhões em 2025, a projeção de R$ 300 bilhões para 2026 e a persistência de um gap de investimento na ordem de R$ 500 bilhões anuais indicam que a demanda por capital, por competência técnica e por liderança executiva no setor permanecerá elevada por muitos anos.

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