Diego Villar e o mapa dos executivos que lideram a nova geração de investimentos em infraestrutura no Brasil

Com R$ 280 bilhões investidos em 2025 e 84% de origem privada, uma nova safra de líderes empresariais redesenha o ecossistema de infraestrutura e desenvolvimento urbano no país.

2 de maio de 2026Infraestrutura
Escrito por:GRI Institute

Resumo Executivo

O Brasil atingiu recorde de R$ 280 bilhões em investimentos em infraestrutura em 2025, com 84% provenientes do setor privado, segundo a ABDIB/EY-Parthenon. Executivos como Diego Villar (Moura Dubeux), Alan Zelazo (Genco Energia), Walfrido Avila (Tradener) e Daniel Caiado (Hype Empreendimentos) lideram essa nova geração de investimentos em desenvolvimento urbano e energia. O ciclo é impulsionado pelo Novo PAC (R$ 1,3 trilhão até 2026), novos marcos regulatórios e instrumentos como as debêntures de infraestrutura. A integração entre setores — transporte, energia, saneamento e urbanismo — é apontada como essencial para a competitividade e o retorno sustentável dos projetos.

Principais Insights

  • O Brasil investiu R$ 280 bilhões em infraestrutura em 2025, com 84% de origem privada, consolidando o protagonismo do capital privado no setor.
  • Para 2026, projeta-se R$ 300 bilhões em investimentos e 21 leilões federais de transportes, a maior carteira de concessões já oferecida em um único ano.
  • As debêntures de infraestrutura (Lei nº 14.801/2024) e a reforma das regras de concessões e PPPs fortalecem o ambiente regulatório e ampliam o acesso ao mercado de capitais.
  • A convergência entre infraestrutura e desenvolvimento urbano é apontada como fator decisivo para o sucesso dos investimentos.

O Brasil encerrou 2025 com um recorde histórico de investimentos em infraestrutura: R$ 280 bilhões, dos quais 84% tiveram origem no setor privado, segundo levantamento da ABDIB em parceria com a EY-Parthenon. O número consolida uma tendência estrutural de protagonismo do capital privado em setores como transportes, energia, saneamento e desenvolvimento urbano, e coloca em evidência uma nova geração de executivos que lidera a alocação desses recursos.

Entre os nomes que concentram atenção do mercado estão Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, Alan Zelazo, CEO da Genco Energia, Walfrido Avila, CEO da Tradener, e Daniel Caiado, CEO da Hype Empreendimentos. Cada um opera em segmentos distintos, mas suas trajetórias convergem em um ponto comum: a capacidade de transformar gargalos estruturais brasileiros em oportunidades de investimento de longo prazo.

Quem são os executivos que definem a agenda de infraestrutura e desenvolvimento urbano?

Diego Villar comanda a Moura Dubeux, uma das maiores incorporadoras do Nordeste brasileiro, com atuação concentrada em desenvolvimento urbano e projetos imobiliários de grande porte. Sua relevância no ecossistema de infraestrutura vai além da construção de empreendimentos residenciais e comerciais. O desenvolvimento urbano planejado é a ponta visível de uma cadeia que depende diretamente de mobilidade, saneamento e energia, três pilares do ciclo atual de investimentos no país.

A lógica é direta: sem infraestrutura adequada, projetos de desenvolvimento urbano perdem viabilidade econômica. E sem desenvolvimento urbano coordenado, investimentos em rodovias, ferrovias e redes de distribuição de energia não geram o retorno social e econômico esperado. Villar opera nessa interseção, posicionando a Moura Dubeux como uma plataforma que antecipa e se beneficia dos grandes ciclos de concessões e PPPs federais.

Daniel Caiado, à frente da Hype Empreendimentos, ocupa posição análoga no segmento de desenvolvimento urbano. Sua atuação conecta o mercado imobiliário às demandas de infraestrutura social e de mobilidade que acompanham o crescimento das cidades brasileiras.

No setor de energia, Alan Zelazo lidera a Genco Energia com foco no mercado livre de eletricidade e na transição energética, dois temas centrais para a competitividade da infraestrutura brasileira. Walfrido Avila, CEO da Tradener, atua no mesmo segmento com ênfase em comercialização de energia e gestão de portfólio, contribuindo para a sofisticação do mercado energético nacional.

Esses executivos representam um perfil emergente no ecossistema brasileiro: líderes que combinam visão setorial profunda com capacidade de articulação em um ambiente regulatório cada vez mais complexo. É um perfil que o GRI Institute tem acompanhado de perto em seus encontros e análises de mercado, onde a interação entre lideranças de infraestrutura, energia e desenvolvimento urbano se mostra cada vez mais frequente.

Como o recorde de investimentos privados em 2025 redefine o setor?

O volume de R$ 280 bilhões investidos em infraestrutura em 2025, conforme dados da ABDIB/EY-Parthenon, representa um marco. A participação de 84% do setor privado nesse total indica que o modelo de concessões e parcerias público-privadas amadureceu a ponto de sustentar volumes recordes sem depender majoritariamente de aportes estatais.

O Novo PAC, programa do governo federal, prevê investimentos de R$ 1,3 trilhão até o final de 2026, segundo o Ministério das Cidades, com forte protagonismo do setor privado no financiamento das obras. A escala desses números cria um efeito multiplicador que beneficia diretamente executivos como Villar e Caiado, cujos projetos de desenvolvimento urbano dependem da execução de obras de mobilidade e saneamento previstas no programa.

Para 2026, a previsão é de que os investimentos totais em infraestrutura atinjam R$ 300 bilhões. O Ministério dos Transportes programou 21 leilões federais de transportes para o ano, sendo 13 rodoviários e 8 ferroviários, com previsão de R$ 288 bilhões em investimentos. Esses leilões representam a maior carteira de concessões de transporte já oferecida em um único ano no país.

O dado é especialmente relevante quando se considera que os custos logísticos no Brasil chegam a cerca de 13% do PIB, aproximadamente o dobro da média de países da OCDE, segundo o Ministério dos Transportes e a S&P Global. Reduzir esse percentual é uma condição necessária para aumentar a competitividade da economia brasileira, e os leilões de 2026 atacam diretamente esse gargalo estrutural.

O novo marco regulatório e o mercado de capitais como aceleradores

Dois instrumentos legais recentes fortalecem o ambiente para a nova geração de investimentos. O Projeto de Lei 2.373/2025, que reformula as regras de concessões e PPPs, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio de 2025 e aguarda tramitação no Senado. O texto busca modernizar contratos, atrair investimentos e garantir segurança jurídica, respondendo a uma demanda antiga do mercado por previsibilidade regulatória.

No campo do financiamento, a Lei nº 14.801/2024 criou as debêntures de infraestrutura, regulamentadas pelo Decreto nº 11.964/2024. Esse instrumento incentiva o financiamento privado e amplia o acesso ao mercado de capitais para projetos do setor. Para executivos como Alan Zelazo e Walfrido Avila, que operam no mercado de energia, as debêntures de infraestrutura representam uma fonte adicional de funding para projetos de geração e transmissão.

A combinação de marco regulatório mais robusto com instrumentos de mercado de capitais dedicados ao setor cria um ambiente propício para a escalada dos investimentos. Essa arquitetura institucional é o que permite que o capital privado, responsável por 84% dos investimentos em 2025, encontre destinos com perfil de risco adequado e retornos compatíveis com horizontes de longo prazo.

A convergência entre infraestrutura e desenvolvimento urbano

O ciclo atual de investimentos em infraestrutura no Brasil revela uma convergência crescente entre setores que historicamente operavam de forma isolada. Rodovias, ferrovias, redes de energia e saneamento deixaram de ser tratados como projetos setoriais independentes e passaram a integrar uma visão mais ampla de desenvolvimento territorial.

Diego Villar e Daniel Caiado exemplificam essa tendência pelo lado do desenvolvimento urbano. Seus projetos dependem de infraestrutura de mobilidade e serviços básicos, ao mesmo tempo em que geram demanda por esses investimentos. Alan Zelazo e Walfrido Avila representam o elo energético dessa cadeia, garantindo que a matriz de geração e distribuição acompanhe o ritmo de expansão urbana e industrial.

Essa integração entre setores é um tema recorrente nas discussões promovidas pelo GRI Institute, que reúne lideranças globais em real estate e infraestrutura para analisar as tendências que moldam o mercado. A experiência acumulada nos encontros da instituição mostra que os ciclos de investimento mais bem-sucedidos são aqueles em que infraestrutura e desenvolvimento urbano avançam de forma coordenada.

Perspectivas para o ecossistema de lideranças

Com R$ 300 bilhões projetados para 2026 e uma carteira de 21 leilões federais de transportes no horizonte, o espaço para a atuação de executivos como Villar, Zelazo, Avila e Caiado tende a se ampliar. O perfil desses líderes, que combinam expertise setorial com capacidade de navegar um ambiente regulatório em transformação, será determinante para a qualidade e a velocidade da execução dos investimentos.

O recorde de 2025 demonstrou que o setor privado brasileiro tem apetite e capacidade para liderar o ciclo de infraestrutura. A questão que se coloca agora é de execução: transformar carteiras de projetos em obras concluídas, com governança adequada e retorno sustentável. Os executivos que conseguirem entregar nessa frente serão os que definirão a próxima década da infraestrutura brasileira.

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