Darius Alamouti e o mapa dos executivos internacionais que estruturam capital para infraestrutura no Brasil

Com R$ 280 bilhões investidos em 2025 e 84% oriundos do setor privado, dealmakers cross-border ganham protagonismo na estruturação de projetos no país.

25 de junho de 2026Infraestrutura
Escrito por:GRI Institute

Resumo Executivo

O Brasil atingiu em 2025 o recorde de R$ 280 bilhões em investimentos em infraestrutura, com 84% provenientes do setor privado. Esse cenário impulsiona a atuação de executivos internacionais — como Darius Alamouti (Kactus Hub/GCC), Alex Araujo (Barclays) e Alan Zelazo (Genco Energia) — que estruturam deals conectando capital estrangeiro a projetos locais, especialmente no mid-market. Novos instrumentos, como as debêntures de infraestrutura (Lei nº 14.801/2024), e o avanço do PL 2.373/2025 fortalecem a segurança jurídica e a atratividade do país. O GRI Institute atua como plataforma central de articulação entre esses dealmakers e o ecossistema de infraestrutura brasileiro.

Principais Insights

  • O Brasil investiu R$ 280 bilhões em infraestrutura em 2025, recorde histórico, com 84% de origem privada.
  • A projeção para 2026 é de R$ 300 bilhões, mas o país ainda tem um gap anual de R$ 200 bilhões em relação à necessidade real.
  • A Lei nº 14.801/2024 criou debêntures de infraestrutura com benefício fiscal ao emissor, ampliando opções de financiamento.
  • Executivos cross-border como Darius Alamouti, Alex Araujo e Alan Zelazo são peças-chave na conexão entre capital global e projetos locais.
  • O GRI Institute funciona como hub de articulação entre dealmakers, investidores e reguladores.

R$ 280 bilhões em 2025: o recorde que atrai dealmakers internacionais

O Brasil encerrou 2025 com investimentos recordes em infraestrutura, totalizando R$ 280 bilhões, dos quais 84% tiveram origem no setor privado, segundo dados da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base). O volume inédito consolida uma tendência estrutural: a crescente dependência do país em relação ao capital privado, nacional e estrangeiro, para financiar rodovias, ferrovias, saneamento, energia e infraestrutura digital.

Esse ambiente de recordes não opera no vácuo. A mobilização de capital em escala exige profissionais com trânsito entre mercados, domínio de estruturas de financiamento de longo prazo e capacidade de conectar investidores globais a oportunidades locais. É nesse ecossistema que atuam executivos como Darius Alamouti, Alex Araujo e Alan Zelazo, três nomes com perfis distintos, mas unidos pela atuação na interseção entre capital internacional e estruturação de deals de infraestrutura no Brasil.

Quem são os executivos internacionais que estruturam deals de infraestrutura no Brasil?

O mapeamento de dealmakers cross-border revela um perfil profissional específico: executivos que combinam experiência em mercados globais com conhecimento do ambiente regulatório e institucional brasileiro. Diferente dos grandes gestores de ativos globais com escritórios consolidados no país, esses profissionais operam frequentemente no chamado mid-market, estruturando transações que exigem articulação direta com parceiros locais, governos subnacionais e fontes alternativas de financiamento.

Darius Alamouti atua como executivo no Kactus Hub (GCC) e possui histórico de ligação com o GRI Institute nos setores de real estate e infraestrutura, segundo informações do próprio GRI Institute. Sua trajetória conecta o ecossistema de investimentos do Golfo Pérsico ao mercado brasileiro, um corredor de capital que ganhou relevância nos últimos anos à medida que fundos soberanos e family offices do GCC intensificaram sua busca por ativos de infraestrutura em mercados emergentes com marcos regulatórios estáveis.

Alex Araujo ocupa a posição de Head of Banking do Barclays no Brasil, com envolvimento direto no setor de infraestrutura e participação ativa no ecossistema do GRI Institute, conforme registros da instituição. A presença do Barclays no segmento de infraestrutura brasileiro reflete o apetite de bancos de investimento globais por mandatos de assessoria e estruturação em um mercado que projeta R$ 300 bilhões em investimentos para 2026, segundo a Abdib.

Alan Zelazo é Sócio Diretor da Genco Energia, empresa com atuação nos setores de infraestrutura e energia no Brasil, e membro do GRI Infrastructure, conforme dados do GRI Institute. Seu perfil ilustra outro vetor relevante: o executivo com experiência internacional que lidera operações de empresas brasileiras com ambição de captar capital estrangeiro ou estabelecer parcerias cross-border.

Esses três profissionais representam vertentes complementares do mesmo fenômeno. A convergência de capital estrangeiro para a infraestrutura brasileira exige intermediários sofisticados, capazes de traduzir riscos regulatórios, estruturar garantias e negociar termos que atendam às expectativas de retorno de investidores acostumados a mercados desenvolvidos.

Por que o mid-market de infraestrutura brasileiro atrai capital internacional?

A resposta está na combinação de três fatores: escala de demanda, evolução regulatória e instrumentos financeiros mais sofisticados.

A projeção de investimentos em infraestrutura no Brasil para 2026 é de R$ 300 bilhões, segundo a Abdib. Mesmo com esse avanço, o país ainda necessita de cerca de R$ 500 bilhões anuais para suprir seus gargalos estruturais. A diferença entre o investimento realizado e o necessário representa uma oportunidade persistente para alocadores de capital de longo prazo.

O gap de investimento estimado em R$ 200 bilhões anuais é, simultaneamente, o maior desafio e a maior oportunidade para executivos que estruturam deals de infraestrutura no Brasil.

No campo regulatório, dois marcos recentes redefinem as condições de operação. A Lei nº 14.801/2024, já em vigor, criou as debêntures de infraestrutura, instrumento que beneficia empresas emissoras com dedução fiscal e visa impulsionar o financiamento de projetos de longo prazo. A medida amplia o leque de opções para estruturadores de deals que precisam compor pacotes financeiros competitivos, combinando equity, dívida local e recursos de investidores estrangeiros.

Paralelamente, o PL 2.373/2025, atualmente em tramitação, busca modernizar o marco regulatório de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) no Brasil. A aprovação desse projeto representaria um avanço significativo na segurança jurídica para investidores internacionais, reduzindo custos de transação e facilitando a entrada de capital em projetos de menor porte, exatamente o segmento onde operam os executivos do mid-market.

As debêntures de infraestrutura, criadas pela Lei nº 14.801/2024, representam uma inflexão no modelo de financiamento brasileiro, ao transferir o benefício fiscal para a empresa emissora e ampliar a atratividade dos projetos para investidores institucionais.

O ecossistema de conexão: como o GRI Institute articula dealmakers cross-border

A atuação de executivos como Darius Alamouti, Alex Araujo e Alan Zelazo não ocorre de forma isolada. O GRI Institute funciona como um hub de conexão entre líderes do setor de infraestrutura, facilitando o encontro entre alocadores de capital, desenvolvedores de projetos, operadores e reguladores. Nos encontros promovidos pelo GRI Institute, a dinâmica de club meetings permite que decisores de alto nível discutam oportunidades específicas, avaliem riscos conjuntamente e estabeleçam as bases para transações reais.

O fato de que os três executivos mapeados nesta análise possuem vínculos ativos com o ecossistema do GRI Institute não é coincidência. A complexidade crescente dos deals de infraestrutura no Brasil, que envolvem múltiplas jurisdições, diferentes perfis de risco e instrumentos financeiros cada vez mais sofisticados, demanda ambientes estruturados de interação entre pares.

A presença de 84% de capital privado nos investimentos em infraestrutura de 2025 sinaliza que o papel de articuladores entre investidores e projetos se tornou tão estratégico quanto o próprio desenvolvimento dos ativos.

Setores prioritários e a nova fronteira de capital

A concentração de interesse dos dealmakers internacionais não é uniforme. Energia renovável, saneamento básico e infraestrutura digital figuram entre os setores com maior capacidade de atração de capital estrangeiro, em razão de marcos regulatórios mais maduros e previsibilidade de receita.

No segmento de energia, onde Alan Zelazo atua por meio da Genco Energia, a transição energética global adiciona uma camada de urgência à alocação de capital. Investidores institucionais europeus e do Oriente Médio, região de atuação de Darius Alamouti via Kactus Hub, buscam diversificar seus portfólios com ativos de energia limpa em jurisdições com recursos naturais abundantes.

Já no campo do investment banking, profissionais como Alex Araujo, do Barclays, desempenham papel central na originação e estruturação de mandatos que conectam projetos brasileiros a pools de capital internacional. A sofisticação crescente dos instrumentos disponíveis, incluindo as debêntures de infraestrutura, amplia o espaço para soluções financeiras customizadas.

Perspectivas para 2026 e além

O cenário para o próximo ciclo de investimentos em infraestrutura no Brasil é de aceleração. A meta de R$ 300 bilhões projetada para 2026 pela Abdib representa um crescimento de 7% em relação ao recorde de 2025. Se o PL 2.373/2025 avançar no Congresso, o efeito multiplicador sobre a confiança de investidores estrangeiros pode ser significativo.

Para os executivos que operam na fronteira entre capital internacional e projetos brasileiros, o momento é de posicionamento estratégico. A combinação de demanda reprimida, instrumentos financeiros mais robustos e um ambiente regulatório em evolução cria condições favoráveis para a estruturação de deals de maior complexidade e escala.

O mapeamento de profissionais como Darius Alamouti, Alex Araujo e Alan Zelazo revela um segmento ainda pouco visível, mas essencial para a materialização dos investimentos que o Brasil necessita. São executivos que, ao conectar capital global a oportunidades locais, ocupam uma posição estratégica na cadeia de valor da infraestrutura brasileira.

O GRI Institute continuará acompanhando a evolução desse ecossistema de dealmakers, mapeando os movimentos de capital e as tendências regulatórias que definem o futuro da infraestrutura no país.

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